Sinduscon Norte discute propostas
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sábado, 21 de agosto de 2004
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
Integrar o empresariado local e dicustir pontos importantes para o desenvolvimento do setor da construção, apontando problemas e alternativas de soluções, foram os principais objetivos do encontro promovido e organizado pelo Sindicato da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon Norte), em conjunto com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), na última semana.
Foram debatidos temas sobre a legislação do segmento, qualidade de mão-de-obra e planejamento urbano. O presidente do Sinduscon Norte, Junker Assis Grassiotto, apontou que a intenção era reunir as propostas dos empresários locais para depois encaminhá-las ao governo. ''Precisamos articular nossas necessidades e mostrar que o setor precisa de ajuda'', disse. Com esse intuito, foram discutidas questões de âmbito nacional, mas que estão diretamente ligadas às condições da região.
A palestra ministrada por Grassiotto levantou a questão da Lei 2109/1999, a qual dispõe sobre Patrimôno de Afetação de Incorporação Imobiliária. A intenção, como comentou ele, era colocar a questão em debate, apresentar a lei de forma mais clara e discutir como o setor pode se enquadrar a todas as mudanças. O presidente do Sinduscon Norte acredita que a lei, sancionada pelo presidente Lula no começo deste mês, vai tornar mais ágeis as questões ligadas ao setor e promover o desenvolvimento dos negócios.
Outra questão colocada em debate durante o encontro foi a qualidade de mão-de-obra. Grassiotto destacou que não é preciso apenas ofertar mais cursos de capacitação, mas ter conhecimento das necessidades do segmento para saber que tipo de curso as pessoas precisam. ''Precisamos formar profissionais diferenciados e com níveis específicos'', destacou.
O Programa de Qualidade de Vida e Produtividade no Habitat (PBQP-H) também fez parte da programação de palestras. Grassiotto contou que o Sinduscon Norte quer mostrar que as empresas têm necessidade de estar inseridas no programa de qualidade. Ele destacou como um dos problemas das empresas que não fazem parte do PBQP-H, é a impossibilidade da Caixa Econômica Federal oferecer financiamento.
Além disso, conforme explicou, fazer parte do programa significa que os produtos oferecidos pela empresa são de boa qualidade. ''Qualificação não é uma opção, é uma necessidade. Os empresários têm que ter consciência que todos os setores industriais vivem de desenvolvimento tecnológico, e com a construção civil não é diferente'', apontou Grassiotto.


