A realização da Feiracon em 2004 já está nos planos do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) Norte do Paraná. Para o presidente do sindicato, José Roberto Hoffmann, a importância da realização da feira está na ''sinergia de acontecimentos'' somente proporcionados pelo encontro. Ele enumera como principais fatores: a rodada de negócios e o ciclo de palestras técnico-científicas, que possibilitam o conhecimento de novas alternativas em economia de energia, custos de obras e reaproveitamento de materiais.
Este ano, a rodada de negócios reuniu em torno de 60 empresas compradoras e fornecedoras. Na última rodada, em março de 2001, participaram 12 empresas com potencial de compradoras e aproximadamente 40 fornecedoras, e foram movimentados cerca de R$ 8 milhões a curto prazo. A estimativa é que este ano, até o fim da feira, haja um aumento no volume de negócios entre 10% e 20% em relação ao gerado em 2001.
Apesar da retração de 3,5% no Produto Interno Bruto (PIB), que ocorreu na indústria da construção no país, no ano passado, o setor aguarda com muita expectativa a divulgação da política do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a habitação. ''O setor está sobrecarregado em tributos'', avalia Hofmann. Segundo o presidente do Sinduscon, a metade do valor de uma casa de R$ 10 mil, cerca de R$ 4,7 mil, volta para o governo sob a forma de impostos, taxas e leis sociais. ''Essa casa poderia custar em torno de R$ 6 mil, se houvesse uma política dirigida às construções de baixa renda'', concluiu.

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