Síndico Profissional: nova função desponta no meio imobiliário
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domingo, 13 de novembro de 2011
Kalinka Amorim <br> Reportagem Local 
Administrar conflitos, participar de reuniões, ser incomodado a todo tempo, inclusive durante o sono. Essas atribuições são bem conhecidas pelos síndicos. Mas pela dor de cabeça que causam, dão lugar à uma nova profissão que desponta no meio imobiliário: a do Síndico Profissional. Apesar de não ser regulamentada, ainda, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a profissão já é tendência em Londrina. Alguns condomínios já incorporaram no rateio mensal o salário do profissional, que em alguns casos podem chegar a R$ 8 mil.
''As pessoas querem chegar em casa e ter sossego, não querem saber mais de cobrar os vizinhos que estão devendo. Estão cansadas com as brigas entre moradores e síndicos'', a afirmação é de Verônica Riihmann Harbs, advogada especialista em Direito Imobiliário e empresária do ramo. Em virtude da promissão do setor, ela abriu uma empresa que assessora condomínios, realizando os mesmos serviço que o síndico profissional realizaria.
De acordo com ela, a vantagem em contratar uma empresa especializada nessa área é que, além do conhecimento de todos os trâmites legais necessários para a administração correta de um condomínio, o cliente irá dispor de serviços nas áreas contábil, jurídica dentre outras áreas de prestação de serviços. ''Fato que não ocorre com uma pessoa que foi simplesmente delegada para tornar-se um síndico'', alega.
Verônica explica que a profissão ainda é nova e não é todo mundo que tem o perfil para se tornar um síndico profissional, por isso apostou no setor, salientando que para se tornar um gestor ou um síndico profissional a pessoa não precisa ser condômina do local. ''Esse serviço pode ser repassado para um terceirizado tratando-se de pessoa física ou jurídica'', diz.
De acordo com a especialista, as irregularidades no condomínio são de total responsabilidade do síndico. ''É ele quem responde civil e criminalmente quando há negligência, imprudência e imperícia. Já quando há alguma irregularidade por parte de um condômino, é o síndico o responsável por tomar as atitudes administrativas ou judiciais cabíveis, porém quem responde pela ação, nesse caso, é o próprio condômino'', afirma.
Para tornar-se um síndico profissional, além de aptidão no relacionamento interpessoal e habilidade em resolver às questões inerentes a vida condominial, é preciso ter experiência na área e disponibilidade de comparecer no condomínio pelo menos duas vezes na semana. ''As pessoas que moram em condomínios querem chegar em casa e descansar. Não querem resolver problemas, conflitos, muito menos picuinhas'', alerta o advogado especialista em Direito Imobiliário, Rodrigo Karpat, de São Paulo.
De acordo com ele, o profissional que tem exercido essa atividade tem como características principais a formação em curso superior, idade entre 45 e 65 anos e atualização constante em cursos específicos oferecidos pelo mercado. ''O síndico profissional precisa ainda de conhecimento básico em departamento pessoal, legislação, contabilidade e administração'', ressalta.


