Sindicato quer construir parque industrial
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de novembro de 1997
Ligia Barroso Especial para Folha Imobiliária 
Com dados que comprovam o crescimento, capacitação financeira, tecnológica e empresarial, diretores do Sinduscon Norte/Pr, estiveram reunidos na última segunda-feira com o prefeito Antonio Belinati, secretário de Obras e representantes da Codel, para solicitar o apoio do poder público. O setor quer participar mais significativamente nas edificações das novas unidades do Parque Industrial.
A iniciativa, segundo o presidente do sindicato, Atsushi Yoshii, visa buscar mecanismos que conciliem os interesses público e privado. As construtoras locais, a grande maioria em igualdade de condições com as de outros Estados, encontram-se capacitadas a suprir a demanda das novas unidades fabris ora em estudos de implantação em nosso município, argumenta Yoshii. O construtor salienta ainda que a parceria com as indústrias de fora, possibilitaria também significativo aumento na oferta de empregos.
Atuando em 27 municípios das regiões Norte e Norte-Pioneiro do Estado, o Sinduscon-Norte mantém em seu quadro associativo 90 empresas, sendo 85,5% delas com sede em Londrina, assegurando legalmente o emprego de quase três mil operários.
Solidário ao movimento estadual da Câmara Brasileira da Indústria da Construção - CBIC, que também busca incrementar a participação das empresas paranaenses na região metropolitana de Curitiba, o Sinduscon Norte sustenta a proposta Construindo Londrina, nos percentuais equivalentes aos valores totais consumidos em uma obra e no volume de metros quadrados aprovados pela Secretaria de Obras de Londrina, nos últimos três anos.
Projeta-se para este ano um crescimento ainda maior que o ano passado, quando mais de um milhão de metros quadrados foram aprovados para construção residencial, comercial e industrial no município de Londrina. Segundo Yoshii, a indústria da construção londrinense continua superando o ano de 1983, com 889 mil metros quadrados aprovados e considerado, até então, um recorde. Quando uma indústria de fora trabalha em parceria com uma construtora do município, o aproveitamento da mão-de-obra é total, material e equipamentos são adquiridos na cidade ou em regiões próximas, os impostos pagos pela empresa construtora geram benefícios diretos ao Poder Público e à comunidade do município-sede, diz.
O secretário de Obras, José Righi de Oliveira formalizou o compromisso de estudar os mecanismos para estreitar ainda mais os laços entre os novos empreendedores e a indústria da construção civil. Para agilizar as possíveis e futuras negociações, o Sinduscon vai preparar amplo material em vídeo.


