Simplicidade do Atelier do artista sugere despreocupação total
Ricardo Braescher/DivulgaçãoBem simplesMontado em um quarto dos fundos, longe da agitação do dia a dia, o atelier ganhou privacidadeTodo atelier de artista é um espaço livre de fronteiras onde as paredes são apenas enfeites e retórica de limites inexistentes ou perfeitamente transponíveis através do pensamento. E é justamente esta exposição de sentimentos e de alma, acintosa e irreverente, que provoca e encanta, irrita, questiona e atrai. Afinal o prazer explícito de criar e viver batem de frente com conceitos arraigados em todos nós, evidenciando que ainda é tabu ser feliz.
O Atelier do artista, criado pela artista plástica Maria Isabel Sta Cecília, desperta nas pessoas a vontade de sentar e começar a pintar. A simplicidade do ambiente montado e decorado com caixotes e prateleiras de madeira pintados de branco dão um ar de despreocupação total com a opinião alheia. Sobre eles, as telas prontas com suas cores ousadas e brancos puros povoados de rostos, figuras, casas e flores relembram desejos da infância, segurança e a ousadia da adolescência.
Montado em um quarto dos fundos, longe da agitação do dia a dia, o atelier ganhou privacidade. A simplicidade também está presente no assento despojado, meio hippie, feito em espuma densa recoberta de feltro branco que segue o canto da parede. O ímpeto do artista aparece nas capas das almofadas fofas e do xale, todos pintados a mão e jogados displicentemente sobre ele. Nem o rádio escapou da audácia da artista e aparece pintado em tons de prata manchada.
Sobre o assento, uma luminária feita com luzes de natal e coberta com outro xale reforçam a descontração da sala. O pé direito alto foi rebaixado com dois losangos de tecido de nailon branco próprio para balões, em tamanhos diferentes. Uma montagem em arame, em forma de L recebeu lâmpadas dicróicas que iluminam a área de trabalho. Em um canto, sobre um tapete feito de plástico já manchado de tintas variadas, um único cavalete e uma tela branca aguardam pelo recomeço da obra e da arte de cada dia. (C.B.)





