Imó­veis an­ti­gos têm es­pa­ço no mer­ca­do
  Em ­meio a tan­tos lan­ça­men­tos imo­bi­liá­rios e no­vi­da­des do mer­ca­do, os imó­veis ­mais an­ti­gos ain­da cha­mam a aten­ção de uma ga­ma de con­su­mi­do­res. Os mo­ti­vos? A boa lo­ca­li­za­ção, o am­plo es­pa­ço in­ter­no e a di­fe­ren­ça de pre­ço po­dem ser ci­ta­dos co­mo os prin­ci­pais. ­Além dis­so, no que diz res­pei­to a Lon­dri­na, o gran­de cres­ci­men­to ver­ti­cal e o ‘‘­boom ­imobiliário’’ na ci­da­de tam­bém são res­pon­sá­veis pe­la pro­cu­ra do con­su­mi­dor por di­fe­ren­tes ti­pos de imó­veis.
  Pro­fis­sio­nais do mer­ca­do imo­bi­liá­rio afir­mam que a pro­cu­ra por imó­veis an­ti­gos é uma ca­rac­te­rís­ti­ca de Lon­dri­na. ­Eles ale­gam que a di­fe­ren­ça de pre­ço, o ta­ma­nho do imó­vel e a boa lo­ca­li­za­ção des­per­tam, de fa­to, a aten­ção do con­su­mi­dor.
  Va­le ex­pli­car que o pre­ço é me­nor, ­pois os imó­veis an­ti­gos não con­tam com va­ria­das op­ções de la­zer, ­além de te­rem me­nos va­gas na ga­ra­gem. Já a di­fe­ren­ça de ta­ma­nho se dá em ra­zão da mu­dan­ça da ba­se de cál­cu­lo, vis­to que an­ti­ga­men­te con­si­de­ra­va-se ­mais a ­área ­útil e ho­je em dia as ­áreas ex­ter­nas tam­bém são cal­cu­la­das.

Op­ção in­te­res­san­te
  O imó­vel an­ti­go po­de ser in­te­res­san­te àque­les que bus­cam um bom lu­gar pa­ra mo­rar. ­Além da boa lo­ca­li­za­ção - nor­mal­men­te na re­gião cen­tral da ci­da­de -, o es­ti­lo ar­qui­te­tô­ni­co an­ti­go, sem­pre que bem con­ser­va­do, dá um cer­to char­me ao imó­vel.
  Ou­tra van­ta­gem é o am­plo es­pa­ço in­ter­no da re­si­dên­cia, o que ga­ran­te ­maior con­for­to e sen­sa­ção de li­ber­da­de.
  Mas, in­de­pen­den­te do mo­ti­vo da pes­soa, no que diz res­pei­to aos imó­veis an­ti­gos, é im­por­tan­te ob­ser­var se a re­de hi­dráu­li­ca e a elé­tri­ca es­tão em or­dem, ­além da con­ser­va­ção do te­lha­do e das ca­lhas.

Con­for­to e mo­der­ni­da­de
  Uma boa re­for­ma po­de dar ou­tra apa­rên­cia a es­ses imó­veis, agre­gan­do ­mais con­for­to e mo­der­ni­da­de. As prin­ci­pais al­te­ra­ções que de­vem ser fei­tas são: a subs­ti­tui­ção da tu­bu­la­ção hi­dráu­li­ca e elé­tri­ca, a tro­ca de re­ves­ti­men­tos, a res­tau­ra­ção e mu­dan­ça dos pi­sos, que de tá­buas cor­ri­das e ta­cos pas­sam a la­mi­na­dos de ma­dei­ra e me­la­mí­ni­cos.
  ­Além dis­so, em al­guns ca­sos, re­ti­ra-se al­gu­mas pa­re­des pa­ra am­pliar o am­bien­te. As es­qua­drias - re­ves­ti­men­to de por­tas e ja­ne­las -, na maio­ria das ve­zes, tam­bém são subs­ti­tuí­das, vis­to que an­ti­ga­men­te uti­li­za­va-se o fer­ro e ho­je o ma­te­rial é o alu­mí­nio.
  Por ­meio des­sas mu­dan­ças, o imó­vel an­ti­go fi­ca com apa­rên­cia de no­vo. Po­rém, va­le res­sal­tar que as al­te­ra­ções vão agre­gar con­for­to e mo­der­ni­da­de, mas não lu­cro, à me­di­da que a re­for­ma não ­traz mui­to va­lor. O gas­to da pes­soa po­de che­gar a um ter­ço do pre­ço do imó­vel.

Vo­cê sa­bia?
  Lon­dri­na pos­sui 56 bair­ros e cin­co ma­cror­re­giões: nor­te, sul, les­te, oes­te e cen­tro;
A re­gião com a ­maior con­cen­tra­ção é a nor­te com 25,26% do to­tal;
  A mé­dia do mu­ni­cí­pio é de 3,49 ha­bi­tan­tes por do­mi­cí­lio;
  O gran­de des­ta­que de ofer­tas de apar­ta­men­tos fi­ca no cen­tro da ci­da­de com 51, 28%, se­gui­do da Gle­ba Pa­lha­no com 17,91% do to­tal de ofer­tas.
  Os imó­veis ­mais an­ti­gos con­cen­tram-se prin­ci­pal­men­te pró­xi­mos à Ave­ni­da Hi­gie­nó­po­lis; Av. JK, Rua Quin­ti­no Bo­caiú­va; Av. Ti­ra­den­tes e Av. Jor­ge Ca­so­ne;


Fala leitor...

O que mais chama a atenção num imóvel antigo?


‘‘Normalmente os imóveis mais antigos situam-se na região central e possuem um amplo espaço interno, o que desperta a atenção das pessoas. Além disso, o preço também é mais acessível. Há quem prefira adquirir um imóvel antigo mesmo diante de tantos lançamentos imobiliários’’.
Rogério da Mota, dentista


‘‘Na minha opinião, o imóvel antigo chama a atenção, devido ao tamanho, à boa localização e ao preço acessível. Porém, é preciso observar se o imóvel está em boas condições, para oferecer conforto e segurança’’.
Talissa Nunes, pedagoga

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