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Fiador, uma responsabilidade e tanto
A fiança, prática utilizada em caso de locação, é um assunto delicado. Entendida como uma garantia em que a pessoa do fiador se responsabiliza pela possível dívida de um terceiro, ela pode trazer conseqüências imensuráveis - em caso de inadimplência, a dívida fica sob responsabilidade do fiador, que pode até perder bens em função do pagamento -.
É preciso refletir bastante antes de tornar o fiador de qualquer pessoa. Recomenda-se somente aceitar o convite de quem se conhece muito bem, estando ciente da responsabilidade que está assumindo. Para evitar futuras dores de cabeça, também é importante sanar as principais dúvidas que rondam o assunto.
Dúvidas comuns
Quem pode ser fiador? A resposta para essa pergunta é simples: qualquer pessoa, desde que tenha bens. Vale lembrar que a imobiliária ou o locador deve aprovar a escolha, checando a idoneidade da pessoa. No caso do fiador ser casado, para que a fiança exista, ela deve ser feita pelo casal, constando no contrato a assinatura de ambos.
Depois de assinar os contratos o fiador pode desistir? Essa é uma dúvida bastante comum. Vale esclarecer que, desde que o contrato esteja vigorando por prazo indeterminado, o fiador pode desistir. Nesse caso, é preciso encaminhar uma notificação para o locador em que o fiador fica vinculado por mais sessenta dias e depois se opera uma exoneração.
Sem fiador, não
Existe a possibilidade de alugar sem a presença de um fiador? Atualmente, pelo menos em Londrina, não. Um mecanismo que não exigia a presença do fiador, que foi oferecido por determinadas seguradoras, mas que não se manteve por dificuldades operacionais, é o seguro fiança. O inquilino, obrigatoriamente encaminhado por uma imobiliária, contratava um seguro mediante um prêmio que podia oscilar de 10 a 18% do valor do aluguel. É importante lembrar que, diante da inadimplência do locador, o fiador, de início, pode ser acionado amigavelmente. Mas, caso ele não pague, pode responder às dívidas com sua casa própria, que pode ser penhorada e até leiloado.
Atendimento Jurídico Secovi
O Secovi oferece, por meio da Assessora Jurídica da entidade, Adiloar Franco Zemuner, um atendimento jurídico com o objetivo de sanar dúvidas e orientar na resolução de conflitos. Por isso, em caso de problemas relacionados à fiança e outros assuntos do meio condominial e imobiliário, pode-se procurar o Secovi ( Rua Minas Gerais 297 - 13º andar) às terças e quintas das 15h30 às 18 horas. Mais informações pelo (43) 3356-2703.
Agenda Secovi
O Secovi, regional de Londrina, promove no dia 17 de julho o Pregão Imobiliário Julino. Num clima de festa, com direito a decoração, comida e bebida típica, os profissionais vão discutir e estipular o valor de diferentes imóveis. A reunião festiva vai acontecer na delegacia do Secovi, em Londrina, às 18:30 horas.
E os eventos de julho não param por aí. O Programa Excelência da Qualidade Imobiliária (PEQI) vai ter continuidade com o curso Organizações que Aprendem. Voltado ao profissional e empresário da área de locação, administração e comercialização de imóveis, o curso vai acontecer nos dias 16, 17, 23 e 24 de julho das 19 às 22 horas no Twin Business Towers em Londrina.
Domínio pessoal, modelos mentais, construção de uma visão compartilhada e aprendizagem em equipe são alguns dos assuntos que o palestrante, Aleksander Roncon, professor, consultor administrativo e financeiro, vai abordar. O objetivo é ampliar a capacidade de análise crítica do profissional do mercado imobiliário. Mais informações pelo (43) 3356-2703.
Fala leitor...
Você considera arriscado ser fiador? Por quê?
É uma prática necessária, mas, sem dúvida, arriscada. Deve-se pensar bastante antes de aceitar o convite de qualquer pessoa, mesmo que seja parente próximo. Afinal, hoje em dia já é difícil pagar suas próprias contas, imagine de terceiros.
Ângela Maria Fabiano, oficial de coleta.
Com certeza, pois em caso de inadimplência do locador é o fiador que tem que arcar com as dívidas. Por isso, é preciso ser fiador de pessoas bastante próximas e ter consciência da responsabilidade que se assume. Também é importante, antes de aceitar o convite, sanar todas as dúvidas sobre a fiança.
Teresinha Aparecida C. C. Leal, aposentada





