Setor planeja triplicar
exportações em três anos
Em três anos, o Brasil deve triplicar o valor de suas exportações de rochas ornamentais, passando dos US$ 197 milhões registrados em 1998 para US$ 600 milhões anuais até o ano 2002. O cumprimento desta meta, fixada no ano passado pelos empresários do setor em comum acordo com o governo federal, está relacionado a uma mudança no perfil do produto exportado, e pressupõe a redução do comércio de rochas em estado bruto e o aumento da venda de produtos acabados, cujo valor agregado chega a ser oito ou nove vezes maior do que o alcançado pelos blocos no mercado internacional.
Para o engenheiro Paulo Cezar Fleischfresser, diretor de Michelangelo, a falta de capacidade de beneficiamento é hoje o principal problema do segmento, formado majoritariamente por empresas de pequeno e médio porte. ‘‘O Brasil tem duas opções: investir em tecnologia, passando a explorar o potencial comercial agregado à pedra pelo beneficiamento dentro de um padrão internacional de qualidade, ou continuar sendo um grande fornecedor mundial de matéria-prima e abrir mão de tomar parte no mercado de manufaturados, onde estão as melhores oportunidades comerciais’’, afirma.
Um dos maiores produtores mundiais de granito, o Brasil explora cerca de 250 variedades desta rocha, e comercializa 50 delas no mercado externo. Em 1998, as exportações do setor movimentaram US$ 197 milhões, de acordo com o Departamento de Comércio Exterior (Decex) do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo. Deste total, o produto exportado em estado bruto representou 57%.