Os dados, que dão aporte ao perfil traçado para o mercado imobiliário de Curitiba, são da pesquisa realizada pela Volpi Júnior Engenharia para o Sistema Sinduscon Paraná, a partir das informações também fornecidas pela Prefeitura sobre os certificados de vistorias e conclusão de obras (CVCO).
Quando expressa pela área construída, a produção imobiliária na cidade apresentou no primeiro semestre de 2000 pequena retração quando comparada ao mesmo período do ano passado.
Os 386.125 m2 das edificações residenciais e comerciais concluídas representam um volume 4,26% menor que o registrado nos primeiros seis meses de 99, quando o setor colocou no mercado curitibano mais de 403 mil m2.
Em contrapartida, este volume representou aumento, em cerca de 22%, em número de novas unidades construídas. A razão: continua expressiva a produção de unidades horizontais de até dois pavimentos (residências idoladas ou em condomínios fechados). A construção horizontal representa atualmente 71% da produção total concluída em Curitiba, e, segundo a pesquisa, está concentrada principalmente nas vilas da Cidade Industrial e Xaxim. No relatório da Volpi Júnior, de um total de 4.447 unidades entregues de janeiro a junho deste ano (contra as 3.674 entregues no mesmo período de 99), 4.031 são residenciais (casas, sobrados e apartamentos) e 446 comerciais.
A construção de imóveis horizontais também apresenta alto índice entre os registros das solicitações de liberação de alvará – 73% dos 437.853 m2 liberados são para este tipo de construção. Apesar disso, o volume total de área solicitada para a produção de novas obras, neste ano, ainda está 25% menor do que a registrada no mesmo período do ano passado.
‘‘Ainda sem qualquer sinalização sobre a aguardada reformulação do sistema de crédito imobiliário, o mercado construtor de Curitiba mostra-se cada vez mais cauteloso’’, avalia o presidente do Sinduscon, Eliel Lopes Ferreira Junior. Baseando-se também nos resultados obtidos pela 4ª Sondagem Conjuntural, promovida pela assessoria de economia da entidade, junto a 50 empresas associadas que atuam nos segmentos de construção e incorporação imobiliária, obras públicas e serviços, Ferreira Junior argumenta que o discreto otimismo em relação às perspectivas de negócios nos próximos meses, dá-se principalmente pela preocupação do setor em relação aos preços dos insumos, que continuam subindo, muitos deles básicos e com índices de variação mensal muito acima da inflação.(L.B.)

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