Maringá - A expansão urbana de Maringá, que nos últimos cinco anos ganhou 20 bairros residenciais com alto índice de ocupação, mantém a cidade em um canteiro de obras permanente. Levantamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Seduh) mostra que desde 1997, o município cresce em média 500 mil metros quadrados ao ano. Conforme a secretaria, a cada 12 meses, cerca de 14 mil projetos residenciais e comerciais passam pelo setor.
Imobiliaristas afirmam que loteamentos recém-lançados tiveram mais de 60% das vendas concluídas em menos de três meses. O crescimento horizontal se dá pela preferência das pessoas por casas no lugar de apartamentos, tanto que nos últimos anos são raros os lançamentos de prédios residenciais. A qualidade de vida de Maringá, aliada aos baixos índices de violência, ajudam na expansão de bairros.
Com uma economia voltada para a agricultura, cuja circulação de dinheiro aumenta no escoamento da safra, principalmente a soja, o município consegue manter sempre aquecidos os mercados imobiliários e da construção civil. Além da agricultura, a cidade é referência no comércio, saúde e prestação de serviços para mais de 30 municípios da região.
Para o imobiliarista Alaor Theodoro, o poder da safra e a criação de cursos universitários, agitam o mercado e aumentam a demanda por imóveis. Theodoro avalia, porém, que chegou a hora do crescimento vertical porque falta no mercado apartamentos de médio e alto padrão. ''Houve um período de sofrimento por causa da construção em sistema de condomínios, mas já começamos a perceber o interesse de empreendedores na construção de prédios residenciais'', disse o imobiliarista.

mockup