Setor é responsável por 13,5% do PIB
Construbusiness abriga todos os setores ligados à construção civil e consome cerca de 70% dos investimentos no País
Ligia Barroso
Especial para Folha Imobiliária
Arquivo FolhaA cadeia da construção ocupa mais de quatro milhões de pessoas em todo o Brasil, segundo dados do IBGE Um estudo radiográfico de toda a cadeia produtiva da indústria da construção no Brasil, realizado por duas das mais conceituadas auditorias do País (Trevisan Auditores e Consultores e Rosenberg & Associados) e divulgado há pouco mais de um ano, revelou estatísticas e números que reafirman a importância do construbusiness como caminho para o desenvolvimento sustentado do Brasil.
Maior do que o setor da construção definido pelo IBGE, o construbusiness, abriga todos os segmentos ligados ao setor e participa com 13,5% do PIB brasileiro. Além disso, é o segundo maior valor na produção nacional: perto de R$ 76 bilhões. Ocupa diretamente mais de quatro milhões de pessoas em todo o Brasil (IBGE/95) e é responsável por 2/3 do Investimento Bruto Nacional -‘‘Quase 70% do total de investimentos feitos no País passam pela cadeia da construção’’, argumenta o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária, Ricardo Yazbek. Ele completa: ‘‘O efeito multiplicador do setor supera até os 12,2% registrados pela agropecuária, ficando atrás somente da chamada indústria de transformação (20%) que, na realidade, é a soma da participação de setores distintos, como automobilístico, têxtil, metalúrgico, máquinas e equipamentos, etc’’
Segundo Yazbeck, também um dos coordenadores do 2ª Seminário da Indústria Brasileira da Construção, realizado na última segunda-feira em São Paulo, um segundo estudo já foi encomendado pelas mesmas entidades, representantes das empresas que compõem o rol da cadeia produtiva. ‘‘A proposta agora é, principalmente, aprofundar o conhecimento sobre o efeito multiplicador do setor, bem como regionalizar as análises, apontar os estrangulamentos ainda existentes e as medidas necessárias para a remoção dos obstáculos’’, diz ele.
O novo trabalho irá apresentar também o momento econômico do País, traçando um cenário para o período 1998-2000. ‘‘Como se vê, o objetivo do setor é continuar oferecendo instrumental adequado para os governantes atuais e também a seus sucessores, diz Yazbek. Para ele, o primeiro diagnóstico teve influência decisiva no âmbito governamental, que passou a priorizar a indústria da construção com base no domínio de seus efeitos práticos no contexto econômico e social.
‘‘O construbusiness, inclusive, estimulou novos estudos, como o realizado pelo IPEA/IBGE por encomenda da Câmara Brasileira da Indústria da Construção -CBIC, com apoio do Secovi-SP e outras entidades. Ambos os estudos, consideradas as diferenças metodológicas entre eles, apontam para a mesma conclusão: a construção civil e imobiliária e sua cadeia produtiva representam caminho seguro para alavancar o crescimento do País e garantir seu desenvolvimento sustentado’’, finaliza.
Na avaliação geral de entidades ligadas ao setor, a partir de agora o construbusiness naturalmente se imporá de forma ainda mais contundente - possibilitando uma leitura correta de como vem se processando o desenvolvimento econômico brasileiro, e de como é possível conquistar o crescimento sustentado por meio do incentivo à industria da construção.

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