Serviço da USP classifica edifícios comerciais
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de abril de 2006
Da Redação 
Graças a um serviço da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) está mais fácil saber quais são os melhores e mais bem equipados edifícios comerciais do Brasil, bem como definir com mais critério os preços de venda e locação de cada um deles.
Trata-se do Sistema de Classificação da Qualidade de Edifícios de Escritórios, criado em agosto de 2004 pelo Departamento de Engenharia de Construção Civil, a partir de uma dissertação de mestrado da professora Ana Beatriz Poli Veronezi. A classificação é feita baseada na avaliação de cerca de 400 características do edifício analisado e sempre a partir do ponto de vista do usuário do prédio.
O serviço é prestado pelo Núcleo de Real Estate (NRE), ligado Departamento de Engenharia de Construção Civil. Segundo o professor Claudio Tavares de Alencar, um dos integrantes do NRE, o sistema surgiu depois da constatação de que havia muita disparidade e critérios diferentes entre os sistemas de classificação existentes no País.
''Então resolvemos criar um sistema de classificação homogêneo, sofisticado e operado por uma instituição isenta, que é a USP'', explica. ''Para isso, ouvimos os especialistas em edifícios comerciais, projetistas, arquitetos, construtores, incorporadores e usuários.''
Alencar explica que entre os cerca de 400 atributos avaliados estão, por exemplo, a existência ou não de ar condicionado central, de gerenciamento informatizado de consumo de água e luz, autonomia energética (presença ou não de geradores), planta flexível, sustentabilidade ambiental e o número de vagas na garagem por área construída. Cada item tem um peso e no final o prédio recebe uma nota, que pode ser AAA, AA, A, BBB, BB, B ou C. As notas têm duas classes, a nacional, que leva em conta apenas os aspectos físicos do edifício, e a local, que, além disso, também considera a localização do imóvel.
O serviço é prestado mediante contrato com o proprietário do prédio. O preço de cada classificação pode variar de R$ 6 mil a 8 mil. A análise é feita por um engenheiro do NRE, que durante cerca de um mês vistoria todo o prédio e no final elabora um relatório. Esse documento é então analisado por um comitê de cinco profissionais, também do NRE, que pode aprová-lo ou recomendar novas vistorias.
Até agora, o NRE classificou mais de 20 edifícios comerciais, todos em São Paulo, e está analisando outros quatro. Entre os classificados, pelo menos quatro obtiveram a classificação AAA: e-Tower, na Vila Olímpia, Faria Lima Financial Center e CENU (torres Norte e Oeste), os três no Itaim Bibi.
Além dos prédios prontos, o NRE está começando a analisar projetos de construção. ''Fomos contratados pelos construtores de um edifício para que analisássemos o projeto para verificar se, quando pronto, ele poderia receber a classificação AAA'', conta Alencar. ''Talvez isso possa vir a ser uma nova tendência.''
Para ele, a classificação dos edifícios comerciais é uma referência para o mercado. ''Ela serve para os proprietários conhecerem os problemas de seus edifícios e tentar resolvê-los'', explica. ''Mas é também é muito importante para os usuários, os inquilinos, que podem avaliar melhor o valor do aluguel que pagam.''.
Serviço
- Mais informações pelo endereço de internet www.realestate.br ou pelo tel. (11) 3091-5247.


