Graças à continuidade das obras iniciadas ano passado, 2005 foi considerado positivo pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina e Região (Sintracon). A Companhia de Habitação (Cohab/Londrina), por exemplo, construiu casas e pavimentou ruas enquanto a iniciativa privada investiu nos condomínios de alto padrão à beira do Lago Igapó II. ''No centro da cidade, a construção do edifício São Paulo Towers, inaugurado há poucos dias, favoreceu consideravelmente a categoria. No pico da obra, ele ofereceu 300 empregos diretos em 2005'', disse o presidente da entidade Denilson Pestana da Costa.
Mesmo assim, o Sintracon homologou quase três mil rescisões contratuais em sua área de abrangência (35 municípios do Norte e Norte Pioneiro). Comparando ao número de operários registrados no momento cerca de 3,5 mil na região , as demissões significaram 85,71% do total. Segundo Costa, isso é resultado da alta rotatividade da mão-de-obra que, a partir de 91 dias de contrato, é demitida somente na presença do Sindicato, conforme a convenção trabalhista da categoria. ''Hoje, nossas maiores dificuldades são a alta taxa de juros e a informalidade que chega a 48% no Estado'', completou o sindicalista.
As eleições de 2006 e a intenção da prefeitura assumir a dívida da Cohab/Londrina orçada em R$ 215 milhões com a Caixa Econômica Federal alimentam a esperança de geração de empregos em obras públicas. Livre desse ônus, que deverá ser pago em 20 anos, a Cohab/Londrina pretende construir mais 600 casas populares e ocupar 300 a 400 pessoas diretamente. ''O projeto de lei já foi aprovado pela Câmara Municipal, mas falta ainda o aval da Secretaria do Tesouro Nacional antes da assinatura do acordo'', informou a assessoria de imprensa da Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal. (B.R.)

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