As dificuldades enfrentadas pelo setor produtor da indústria da construção e do mercado imobiliário no Norte do Paraná também é o tema do seminário que será realizado em Londrina nesta quarta-feira, às 14 horas, no auditório do Sinduscon Norte. A entidade é a promotora do encontro organizado para empresas construtoras e incorporadores da região, e que trará à cidade, pela primeira vez, a superintendente nacional da área de Avaliação de Risco de Crédito da Caixa, Marcelita Marques Marinho.
Na pauta de assuntos, a maior reivindicação do setor: que a superintedência regional da CEF em Londrina volte a possuir autonomia administrativa para que as ações de análise de crédito sejam realizadas e decididas aqui, hoje totalmente centralizada em Curitiba.
Segundo o presidente do Sinduscon Norte, Clóvis Coelho, a principal razão da reivindicação é a nova modalidade de avaliação de risco de crédito adotado pela Caixa – o Geric Credit Score, implantado há um mês pelo agente financeiro, visando o aprimoramento de garantia de crédito junto às construtoras – e, a rigidez dos critérios para a concessão de financiamento também para o consumidor final.
‘‘A análise realizada em Curitiba, além de encarecer o processo, porque demanda um tempo maior de apreciação nas verificações de documentação, por exemplo, dificulta o diálogo e o entendimento entre as partes – construtor e agente’’, diz Coelho. ‘‘Isso sem contar que cada tipo de solicitação de financiamento pode vir a ser um caso diferente. E ainda assim, mesmo ‘gericada’, a empresa pode não conseguir comercializar suas unidades porque os critérios adotados pela Caixa, junto ao consumidor final, também estão cada vez mais rígidos.’’
Coelho argumenta que a reivindicação maior – uma unidade do Geric em Londrina – ‘‘está fundamentada em objetivos divulgados inclusive pela própria Caixa, quando alardeia que as construtoras da região podem e devem usufruir do volume de investimentos previstos pelo banco neste ano, na Regional Londrina’’.
‘‘Montante que com certeza, enfatiza o presidente do Sinduscon Norte, sanearia, além das dificuldades do setor imobiliário (produtor e consumidor), também a angústia dos construtores sem previsão de produção’’, finaliza. Conforme declaração à Folha, do superintendente Mounir Chaowiche (em reportagem publicada em 15 de abril), o valor em recursos pode chegar até a R$ 80 milhões para os investimentos em habitação, saneamento e desenvolvimento urbano em 92 municípios paranaenses da área de atuação de sua superintendência – regiões Norte e Norte Pioneiro, parte do Vale do Ivaí e dos Campos Gerais.

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