O que fazer se sua casa incendiar? E se um vendaval ou tornado atingi-la? Ou ainda se todos os seus bens forem roubados? O medo de ver o sonho da casa própria se desfazendo e a preocupação com o aumento da criminalidade têm provocado uma procura significativa por seguros residenciais. O mito de ser um produto caro e fora do alcance de famílias simples, dá lugar à segurança de contar com um serviço que poderá minimizar as perdas materiais em caso de assaltos, acidentes ou desastres da natureza.
Os seguros são bastante variados e dependem do tipo de residência casa ou apartamento. As residências podem ser de qualquer tamanho e valor. Há apenas uma restrição quanto às casas de madeira e a explicação é simples: são mais fáceis de serem roubadas e têm uma certa fragilidade contra incêndio.
A procura por seguros residenciais teve um acréscimo de 40% nos últimos quatro anos, de acordo com a gerente da Caixa Econômica Federal em Londrina, Fátima Sato Brunello Fuganti. ''O medo de roubos é a maior preocupação de quem procura pelo serviço'', disse a gerente. O banco oferece duas modalidades de seguro residencial, informou ela. A primeira destina-se a imóveis de R$ 20 mil, R$ 40 mil ou R$ 60 mil.
A cobertura é praticamente a mesma para todos os imóveis e diz respeito a seguro contra incêndio, explosão, queda de raio, vendaval, roubo e furto - para uma cobetura fixa de R$ 1.250,00 - e pagamento de aluguel. Os contratos são anuais e custam R$ 48,20, R$ 58,90 e R$ 69,60, respectivamente. ''Esses são planos prontos'', disse Fátima.
A outra modalidade é personalizada e voltada para clientes cujos imóveis passam dos R$ 70 mil. ''Nesse caso a pessoa determina o quanto vale seu imóvel e paga o seguro em cima desse valor'', explicou a gerente. Numa simulação de contrato, Fátima computou quanto ficaria o seguro para uma casa e um apartamento, ambos no valor de R$ 100 mil. A cobertura seria contra incêndio, vendaval, explosão; roubo e furto no valor de R$ 5 mil e danos elétricos também em R$ 5 mil. No primeiro imóvel o valor anual do seguro seria de R$ 139,86 e no segundo caso custaria em média R$ 242,45.
Se a pessoa possui jóias, obras de arte como quadros, esculturas e até tapetes valiosos, esses bens não entram no seguro residencial. ''Nesse caso tem que ser feito um seguro específico para cada um dos bens que a pessoa tem'', informou o corretor da Top Line administradora e corretora de seguros, Eduardo Pereira. ''Hoje é muito mais comum as pessoas procurarem por um seguro residencial. É uma garantia a mais que elas querem ter'', acrescentou.
Ele explicou que cerca de 60% do valor total de um seguro residencial está relacionado às garantias de roubo e furto. ''Esse item é o que mais pesa no seguro. E por sua vez, a maior preocupação das pessoas é de que a casa seja roubada'', sentenciou.
Quanto ao seguro para imóveis comerciais, Pereira comenta que nesse caso é feita uma análise bastante específica. ''É preciso ver qual é a atividade comercial, se é um bem fácil de ser roubado, se o imóvel já tem algum tipo de proteção como alarme e seguranças, e até se a rua onde está localizado tem uma boa iluminação. Enfim, fazemos uma análise e vemos se a seguradora aceita o risco'', descreveu o corretor.
Já para os condomínios verticais há uma lei que exige que os mesmos tenham seguro. ''A Lei 10.406/02 - Código Civil - diz que é de responsabilidade dos moradores do prédio cuidar da segurança, ou seja, fazer um seguro'', disse a assessora jurídica do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis (Secovi), Adiloar Franco Zemuner. Segundo ela, é de responsabilidade do síndico o cumprimento da lei. As garantias, contra incêndio, desmoronamento, roubo entre outras, fica a critério dos moradores.

mockup