Seguro contra acidentes é útil até dentro de casa
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sábado, 19 de agosto de 2006
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Qualquer pessoa está sujeita à invalidez parcial ou total e morte causada por acidentes. Os adultos e idosos também correm o risco de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) conhecido popularmente como derrame e talvez um infarto do miocárdio. Essas tragédias são imprevisíveis e sempre dolorosas. Contratar um seguro contra acidentes pessoais ou seguro de vida não evitará nem reduzirá essas possibilidades, mas, certamente, amenizará a conta do problema.
Num país como o Brasil, onde a lista de prioridades é grande, adquirir uma nova dívida também é um problema para a maioria da população. Atentar para a precaução individual ou familiar é, cultural e economicamente, incomum. Pensar na proteção de terceiros é mais raro ainda. Neste grupo, incluem-se, por exemplo, os empregados domésticos, registrados ou não. Além de morte natural, qualquer um deles pode, por exemplo, cair do telhado ou janela, escorregar no banheiro, afogar-se na piscina e tropeçar numa escada. O resultado variará entre simples hematomas ao óbito.
O funcionário registrado e seus dependentes utilizarão os recursos do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) durante o período de tratamento médico, aposentadoria por invalidez ou morte. Os autonômos a priori pagarão todos os prejuízos devido à falta de vínculo empregatício. ''Nunca rejeito tarefa, porém tomo muito cuidado no trabalho. Graças a Deus, sou registrada numa casa que limpo três vezes por semana. Recebo o salário mínimo e o passe de ônibus. Tenho amigas que pagam o INSS porque ninguém está livre de uma doença'', disse Benedita Ricardini Moraes, 43 anos.
A diarista Eva Maria Balaguer, 27 anos, perdeu o registro em carteira há oito meses porque a ex-patroa mudou de cidade. Com o salário que recebe R$ 550,00 a R$ 600,00 ela não consegue fazer uma poupança. ''Tenho um filho de oito anos e o marido estava doente e desempregado até pouco tempo. Futuramente, quero guardar algum dinheiro, mas, por enquanto, está difícil'', disse. No dia-a-dia, ela é muito cuidadosa e nunca se machucou. ''Na realidade, sei que só posso contar comigo mesma'', completou.
A secretária Claudia Rodrigues Pradal paga diarista uma vez por semana para cuidar de seu apartamento, no 12º andar do Centro Comercial, ára central de Londrina. A funcionária de 20 e poucos anos é alertada, constantemente, sobre o perigo de vida ao limpar as janelas do imóvel, principalmente utilizando escadas. ''Como trabalho rodeada de pessoas que contam e sofrem acidentes todos os dias, já passou pela minha cabeça contratar um seguro para ela, mas até agora não fiz'', confessou.
A comerciante Glória Valério de Paula dispensou sua empregada há duas semanas porque a necessidade não justificava o gasto. ''Com a aprovação do novo salário mínimo regional (R$ 429,12) e o casamento dos filhos o custo ficou muito alto. No entanto, mesmo antes da lei que obrigava o registro da empregada doméstica, minha funcionária já usufruia do benefício, que, na verdade, era uma segurança também para mim''.


