Segurança eletrônica virou prioridade
Célia Baroni
De Londrina
Segurança é um investimento fundamental em residências, condomínios horizontais (casas) e verticais (prédios). Esta afirmação já é consenso não só porque envolve questões patrimoniais mas, principalmente porque, com os índices de violência atuais, os sistemas de segurança oferecem uma garantia a mais de integridade física aos moradores.
O crescimento deste setor na área residencial, antes limitado a área empresarial, é resultado do fim do mito de que um prédio de apartamentos ou condomínios horizontais fechados eram seguros por si só. O aumento do índice de violência e regularidade de assaltos a esses tipos de moradias provou o contrário, e o item segurança ganhou nova importância.
Hoje, construtoras, síndicos e moradores procuram empresas especializadas que oferecem planos de proteção adequados e modernos. O mercado está cada vez mais exigente, reforça Jefferson Simões, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança do Estado (Sindesp). As reclamações mais frequentes são os roubos em zonas de circulação como garagens, áreas de lazer e assaltos a apartamentos e casas. O fácil acesso às portarias também preocupam os condôminos.
O custo da monitoração é um atrativo a mais para o consumidor. Em uma residência de médio porte com dez sensores, por exemplo, o custo varia de R$ 100,00 a R$ 150,00 por mês de acordo com o sistema utilizado (todo equipamento custaria cerca de R$ 700,00 para esta residência imaginária). No caso da Sitese de Londrina, o gerente Eliseu Guerra, explica que o monitoramento consiste na ligação de todo sistema com a central de atendimento da empresa.
A central é acionada instantâneamente cada vez que o perímetro da segurança é violado e responde direcionando as câmeras mais próximas para o local violado. Isto permite o acompanhamento de todos os movimentos da pessoa que violou a área protegida. Paralelamente, uma viatura da empresa é acionada e segue até o local.
Central e viatura estão ligadas via rádio, e sempre que necessário a polícia é acionada. Segundo Guerra, mais de 90% dos casos de violação detectados pelo sistema da Sitese resultam no chamado da polícia.
Fica fácil entender porque a grande vedete do mercado de equipamentos de segurança é o Circuito Fechado de Televisão-CFTV. O gerente da loja Metronic, em Curitiba, Clayton Napoleão Fava, afirma que 99% dos projetos de segurança em condomínios têm CFTV.
Para o Sindesp, a alta eficiência e preços acessíveis, têm feito da segurança eletrônica a melhor opção para condomínios fechados e residências. Mas algumas empresas acreditam que a melhor fórmula para garantir a proteção nos condomínios é aliar homem e máquina, ou seja, segurança eletrônica ao serviço de vigilância.
A principal preocupação do setor está no que chamam de despreparo do consumidor. A abertura do mercado de segurança tem feito chegar ao mercado uma variedade muito grande de novas tecnologias e equipamentos confiáveis. Isto é bom, mas gera um problema. O consumidor não está preparado para isto e se deixa seduzir pelo preço esquecendo a importância da qualidade, frisa Fábio Henrique Mancini Postiglione, da distribuidora AlamShop.
Para Eliseu Guerra, da Sitese-Londrina, no entanto, o problema é ainda mais grave. O fácil acesso a estes equipamentos e baixos custos levam as pessoas a acreditar que elas mesmas podem implantar e até monitorar o sistema; colocando em risco seu patrimônio e suas vidas, alerta, defendendo a importância do consumidor procurar empresas sérias do ramo.
A conscientização do consumidor e das empresas de construção ainda é uma novidade. Tanto que só recentemente, algumas construtoras têm se preocupado em prever no projeto da obra, as condições para implantação do sistema de segurança. Prever o sistema de segurança na planta é importante porque contribui para sua eficácia e pode resultar em grande economia de equipamentos, defende Guerra.
O fato é que, apesar da crise econômica, as empresas especializadas em segurança contabilizam resultados positivos. Em algumas delas, o crescimento variou de 20% a 60% no ano passado. A expectativa do setor é repetir o mesmo índice de 98 e até aumentá-lo até o final do ano.
O otimismo está no aquecimento do mercado da construção civil. O setor vem apostando na construção de condomínios verticais e horizontais com padrões e preços acessíveis à classe média, seguindo o resultado de pesquisas que apontam ser esta a atual preferência do consumidor brasileiro.
Respondendo às dúvidas e demanda do mercado por tecnologia de segurança, no próximo mês acontece no Expo Trade de Curitiba, a Feira Internacional de Segurança - SulSeg de Segurança 99. A feira será de 4 a 6 de agosto.
Considerada a maior do gênero no País, a feira reunirá 150 empresas nacionais e internacionais para apresentar o que há de mais moderno em equipamentos de segurança para condomínios no mundo.Alguns defendem, porém, que a existência de um sistema eficiente e moderno não elimina a necessidade do sistema de vigilância
Josoe de CarvalhoCircuito fechadoCâmeras são colocados em pontos estratégicos do condomínio: em caso de violação, a central é imediatamente acionadaArquivo FolhaMonitores na portaria de condomínio dão visão ampla e simultânea do perímetro vigiado





