Segurança e qualidade de vida movem escolha
A sensação de insegurança na cidade é o principal fator identificado por empreendedores e consumidores como decisivo na hora de fechar o negócio. Num segundo plano, aparece a qualidade de vida, representada pelas áreas comuns de lazer construídas dentro dos muros dos condomínios.
O advogado Paulo Rogério Hegeto de Souza está entre os compradores da primeira leva de condomínios fechados horizontais da Zona Leste. Ele mora com a família desde janeiro de 2006 no Golden Park, empreendimento da Teixeira Holzmann. Com a chegada das crianças, precisou trocar o apartamento por uma casa com mais espaço. E não teve dúvidas ao optar pelo condomínio. ''Tenho espaço e conforto de uma casa com a segurança do apartamento, porque as crianças podem brincar na rua, andar de bicicleta sem medo de atropelamento ou assalto'', comenta satisfeito. Ele garante que o custo de morar no condomínio é acessível e que o valor da taxa de manutenção não acrescenta gastos ao orçamento. ''Levando em conta que temos na área comum piscina, por exemplo, o custo com a manutenção, se fosse individual, seria maior que no condomínio'', compara.
O diretor da Teixeira Hozmann, Marcos Hozmann, lembra que o lançamento do empreendimento foi um sucesso. ''O Golden Park vendeu 65% dos lotes no primeiro final de semana'', revela. A empresa, conhecida por apostar no segmento de condomínios de alto padrão, da linha Royal, também vê potencial em condomínios de classe média, que são os produtos da linha Golden. ''Não há distinção entre os espaços de lazer e áreas comuns, mas os terrenos menores atraem o público da classe média'', explica. De acordo com Hozmann, há uma demanda reprimida também na classe média por casas com segurança.
Uma pesquisa de geomarketing realizada pela empresa está em andamento e já identifica que o chamado ''desenvolvimento mental'' da cidade, ou seja, o desejo de investidores e consumidores no mercado da construção civil, apesar de centrado na Zona Sul, também inclui outras regiões. ''O potencial de valorização naquela região foi extraordinário, mas também identificamos no estudo uma demanda na região norte e leste, porque há uma evolução econômica nessas regiões e, ao mesmo tempo, uma forte relação de vínculo com os bairros de origem''. (L.M.)





