Seguradoras oferecem boas coberturas mas pecam pelas exclusões
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sábado, 19 de agosto de 2006
Da Redação 
Apenas 10% dos 20 milhões de imóveis residenciais do Brasil estão protegidos por um seguro, segundo pesquisa do Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização de São Paulo (Sindseg). Um número ainda pequeno, considerando as vantagens e o baixo custo do produto. Dos seguros, o residencial é um dos mais acessíveis, com a vantagem de não compreender somente a construção, mas também móveis, eletrodomésticos e vidros.
''Ainda não existe entre os brasileiros a cultura de contratar um seguro residencial'', constata a diretora de seguros patrimoniais da Caixa Seguros, Gabriela Ortiz. ''A baixa adesão é atribuída, principalmente, à falta de informação das pessoas sobre o preço do produto. Enquanto um seguro de carro custa cerca de R$ 1.000, a apólice do residencial sai por menos de R$ 100 por ano.''
O representante comercial Márcio Alexandre Mendes, 34 anos comprou um apartamento financiado pela Caixa avaliado em R$ 60 mil e, já no ato da compra, fez questão de contratar um seguro residencial. ''Paguei um valor muito baixo, R$ 92,06 anual, para garantir a tranquilidade da minha família'', conta. Marcio lembrou que já na mudança para a nova residência utilizou o serviço de um vidraceiro, uma das vantagens oferecidas pela Assistência 24 horas. ''O preço do conserto do vidro da minha janela, que quebrou na mudança, foi quase o valor que paguei pelo seguro. Então valeu muito a pena'', elogia.
Pesquisa - As seguradoras oferecem boas coberturas de seguro residencial, mas pecam pelas exclusões. É difícil fazer seguro para casa de veraneio e casa de madeira, por exemplo. Foi a conclusão da avaliação feita pela Pro Teste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor em 16 seguros residenciais das maiores empresas do setor. Para ajudar quem deseja garantir proteção de seu imóvel, contratando um seguro, a pesquisa simulou cinco perfis com diferentes tipos de imóveis e cotou os prêmios no mercado em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e Guarujá.
O pacote de coberturas avaliadas inclui proteção a incêndio, raio e explosão; roubo e furto; vendaval e granizo; privação temporária do uso da habitação, desmoronamento e responsabilidade civil. Em um caso foi detectada prática de venda casada como a exigência de contratar seguro para a residência habitual se o proprietário deseja cobrir a casa de veraneio. Essa á uma prática abusiva e proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Defeitos de construção, projeto ou material utilizado no imóvel também podem estar excluídos da cobertura. Assim, se o imóvel desabar por causa de falhas na construção, o consumidor não será indenizado. É importante observar bem as exclusões antes de contratar, pois pode se pensar que está adquirindo uma proteção que não consta na apólice.
Para saber o que é melhor, inicialmente, é preciso definir se a contratação será para proteção ao prédio, do conteúdo, ou ambos. Com base em simulações feitas foram montados vários cenários. Para quem tem imóvel, mas não mora nele, a Pro Teste recomenda contratar a cobertura somente do prédio. E no caso de inquilino, o mais adequado é contratar apenas seguro do conteúdo.
Na análise das opções, foi avaliada a relação custo-benefício (qualidade e preço), assim como a disponibilidade geográfica, o tipo de imóvel e de contratação, para definir a escolha certa para cada uma das situações simuladas. O resultado completo da análise comparativa pode ser visto no endereço da Pro Teste na internet - www.proteste.org.br


