Se o governo continuar facilitando o crédito, a construção civil ainda vai crescer muito no Paraná nos próximos anos. Para 2010, a expectativa é de um aumento na ordem de 7% nos canteiros de obras do Estado, na comparação com 2009. No ano passado, já houve um crescimento de 2%. As informações são do consultor do sindicato das empresas do setor (Sinduscon) Marcos Kahtalian, de Curitiba.
''O deficit habitacional do Paraná é de 250 mil moradias. Por aí, já dá para ver o espaço que nós temos para crescer'', alega o consultor. Segundo ele, metade do mercado da construção civil brasileiro é voltado ao segmento imobiliário. A outra metade se divide em obras públicas e prestação de serviços.
Assim como em Londrina, nos demais municípios paranaenses, o programa Minha Casa Minha Vida alavanca o mercado. ''Só em Curitiba, em 2009, foi aprovada a construção de 25 mil casas pelo programa'', conta Kahtalian. Para ele, não existe no horizonte nenhum sinal de estagnação do setor. O consultor ressalta que, no mês de janeiro, a construção civil foi responsável por 25% dos empregos em todo o Estado.
Já o presidente do Sinduscon em Londrina, Osmar Ceolin Alves, aposta no crescimento do setor na cidade na ordem de 10% neste ano. As habitações populares, segundo ele, deram novo gás à construção civil da cidade. Pelo projeto Minha Casa Minha Vida, diz o presidente, estão sendo construídas 3 mil unidades. ''São investimentos na ordem de R$ 120 milhões, que geram 2 mil ofertas de emprego'', afirma.
Segundo ele, a construção civil sentiu um ''baque momentâneo'' da crise internacional no final de 2008 e começo de 2009, o que justifica uma pequena redução das obras no ano passado. ''Mas o setor está muito aquecido e, se não faltar crédito, temos muito a crescer'', acredita. (N.B.)

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