Segmento de locação cresce no Paraná
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domingo, 10 de dezembro de 2000
Ligia Barroso De Londrina 
Somado à carência de novos imóveis residenciais e comerciais nas principais cidades do Estado, outro importante fator está refletindo diretamente para o reaquecimento do segmento locação: a redução da taxa de juros nas aplicações financeiras. O argumento é do presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (Creci-PR), Alfredo Canezin. Os investidores estão voltando ao mercado de imóveis pela segurança que ele representa, diz.
Na lei da oferta e da procura, ganham os dois. Segundo Canezin, em Londrina (por exemplo), onde a carência é ainda maior em imóveis comerciais térreos (lojas, galpões e casas adaptadas para esta finalidade), os negócios acontecem em tempo recorde. Se os preços são compatíveis com o mercado e o imóvel estiver em boas condições de conservação, os contratos são certos. E, por outro lado, como estes imóveis oferecidos para locação não ficam parados, tornan-se também boa opção de compra, e consequente mercado para o investidor que passa a ter uma maior lucratividade do que as registradas nas aplicações financeiras.
A estabilidade nos preços de locação entre 0,6% a 0,8% do valor de venda do imóvel também ajuda, na hora da conta. Com os juros em queda, o rendimento de aluguel em alguns casos já supera o de muitas aplicações financeiras. Além disso, o investidor sente mais confiança de ter a posse de um bem de raiz, conclui o presidente do Creci-PR.
Em Curitiba, o aquecimento do segmento de imóveis para locação não é tão intenso, mas também acontece. Segundo o secretário do Creci-PR, Mariano Dynkowski, há uma certa saturação na oferta de conjuntos comerciais pela existência de muitos empresários que investem no setor. Mas alguns nichos de mercado estão muito favoráveis, como o de flats, onde a taxa de lucratividade é ainda maior oscila entre 1% e 1,2%, comenta.
No segmento residencial (onde também é grande a carência em função da redução na produção de novas unidades pelas construtoras nestes últimos anos), os diretores do Conselho Regional de Corretores de Imóveis argumentam que o mercado de locação que não foi ruim em 2000 deve registrar uma movimentação maior a partir deste mês, e estendendo o período de incremento nos negócios até fevereiro. Isso porque as famílias que estão se transferindo de cidade preferem fazer mudanças em época de férias escolares. Nos próximos 60 dias quem tiver residências em boas condições, de preferência imóveis novos, terá mais facilidade para fechar um contrato, disse Dynkowski.


