A marquise é um elemento arquitetônico que protege a edificação contra o sol, a chuva e outras intempéries naturais, além de ser uma proteção para o pedestre e servir para a colocação de propaganda. Segundo o inspetor do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), engenheiro Júlio Cotrim, as anomalias mais frequentes nas marquises são: armadura disposta inadequadamente dentro do concreto, infiltrações devido a um sistema ineficiente de escoamento da água da chuva e sobrecargas não-previstas originalmente (caso de letreiros de propaganda e maquinário de ar-condicionado). ''As anomalias presentes nas sacadas são semelhantes. A pessoa também deve identificar se o parapeito não está solto'', alerta. De acordo com Cotrim, as marquises são mais perigosos do ponto de vista da segurança porque as irregularidades muitas vezes não são visíveis.
Como a lei está gerando muito discussão, o Secovi pretende realizar palestras e cursos para orientar síndicos e condôminos sobre as regras. Uma reunião de esclarecimento já ocorreu na quarta-feira entre um conselho de síndicos, representantes do Secovi, CREA e a vereadora Maria Angela Santini.
De acordo com o diretor de condomínios do Secovi, Arthur Harbs, o sindicato procurará o CREA para realizar convênio com os engenheiros afim de baratear os custos da elaboração do parecer técnico. Como síndico de um condomínio residencial e um comercial, Harbis considerou a lei uma ''benção''. ''Antes não tinha parâmetro para convencer um condômino a reformar a sacada. Agora, diante de qualquer crítica, mostrarei a lei'', defende. (C.V)

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