Instalar um escritório em casa, em espaço pequeno e que terá que ser adaptado para a finalidade, implica em considerar a possibilidade de não inserir no ambiente alguns objetos que, por mais preciosos que sejam, sentimentalmente, não terão uso prático e permanente.
A preocupação em decorar o ambiente também é secundária, quando isso pode significar a ocupação de algum espaço, por menor que seja - às vezes, não entra nem mesmo o quadro na parede.
As dicas são da arquiteta Roberta S. Saraiva, de Cascavel, para quem a meticulosidade deve ser total, na definição do que entra na saleta que vira escritório. E Roberta começa cuidando da porta: pode ser importante substituir a tradicional por uma de correr, para que não se perca ‘‘no mínimo 80 centímetros’’, o que é considerável em uma saleta’’. É o caso de um escritório montado por um representante comercial em seu apartamento.
O representante dispunha de apenas nove metros quadrados, por isso Roberta projetou armários com linhas retas, evitando ‘‘saliências e reentrâncias’’, e a mesa também foi projetada especificamente para o espaço. ‘‘As vezes, ela tem que ficar no canto, e dificilmente se encontrará em lojas uma que caiba’’, observa.
Nas paredes, no lugar de quadros para decoração, molduras com amostras das confecções. O representante tentou convencer a arquiteta a ‘‘achar’’ espaço para uma esteira para exercícios físicos. ‘‘Obviamente, a esteira foi descartada de pronto’’, diz Roberta S. Saraiva.
Serviço
Roberta S. Saraiva Arquitetura e Interiores, Avenida Brasil, 5934, fone (045) 225-4004; Móveis Zanardi, BR-277, km 591, fone (045) 225-5007; A’Retraga Móveis e Design, BR-277, km 600, fone (045) 223-2026ReproduçãoPerspectiva de um escritório, projeto executado por Roberta S. SaraivaPaulo Pegoraro

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