Se não fosse a Torre Eiffel...
Se não fosse a Torre Eiffel...
A utilização do ferro na confecção do mobiliário começou após a revolução industrial, com o domínio da técnica para moldar este material. Amplamente usado na decoração dos corrimões de escadarias, demorou a ser aceito como material nobre. Não era páreo para a madeira que, naquela época, era abundante também na Europa e muito valorizada.
O arquiteto Carlos Reppete conta que o grande boom do ferro aconteceu com a construção da Torre Eiffel (Paris). Até então havia um preconceito contra o ferro que era utilizado apenas na estrutura interna dos móveis e depois escondido, comenta. Inteira em ferro aparente, ela mostrou que o material podia ser bonito.
Na sequência, (Bau Hauss) lançou cadeiras em ferro e couro. Por volta de 1920 aparecem ainda as cadeiras Brunô, Barcelona e a Vacile, peças com design considerado atual até hoje. Depois, o ferro voltou a cair no esquecimento e só voltou a disputar o mercado dos móveis de design nos últimos cinco anos tendo como linha de frente o apelo metálico, marca registrada do novo milênio. (C.B.)





