Santa Casa: o fim da ditadura do branco
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de janeiro de 2002
Chiara Papali Reportagem Local 
As cores também têm vez dentro de um hospital, e ao lado do tradicional branco, dividem espaço nas paredes de pronto-socorros e centros de emergência e trauma (CET). No projeto para a Santa Casa de Londrina, que inaugurou em dezembro do ano passado seu CET, a designer Cinara Bastos de Almeida e os arquitetos Zeca Repette e Marilda Marchiori seguiram essa nova tendência para a área hospitalar e trouxeram cor para o novo visual da Santa Casa.
A cor verde-vida foi escolhida para acalmar e relaxar pacientes, funcionários e usuários do hospital. E a cor cenoura-luz para estimular e trazer alegria. Ao lado do branco, que dá idéia de luz, limpeza, organização e saúde, o resultado foi um ambiente positivo e propício à pronta recuperação do doente, e um ambiente de bem-estar, organizado, confortável, e adequado às condições de trabalho, para os profissionais da saúde.
As paredem eram de cores mais tristes, como camurça, bege ou verde em tons mais escuros, o que deixava os ambientes depressivos. Com a mudança nas cores, através de um estudo detalhado sobre as necessidades de pacientes e funcionários, os espaços ficaram mais harmonizados, e o resultado foi imediato, conta a designer Cinara Bastos. De acordo com ela, funcionários notaram a diferença na motivação para o trabalho e pacientes agradeceram o conforto.
Do lado externo, na fachada, a cor principal deverá ser o branco, preservando as características originais do primeiro bloco da Santa Casa. As cores virão com o paisagismo, onde deve predominar o verde natural, que faz uma associação à vida. Nos outros setores do hospital, além do PS (Pronto Socorro) e do CET, as cores estão sendo escolhidas pela designer de acordo com a necessidade de cada espaço.


