Agência Estado
Será na próxima terça-feira, 14 de setembro, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o lançamento do livro ‘‘Arquitetura Moderna no Brasil’’, de Henrique Mindlin. Por ser uma edição luxuosa, o livro tem patrocínio integral da construtora Servenco, que comemora com ele seus 50 anos de atuação, mas o público só terá acesso à edição no fim do ano.
A versão brasileira sai mais de 40 anos depois do livro ser lançado na França, Inglaterra e Alemanha. Apesar de definida como uma verdadeira bíblia para profissionais brasileiros – por contar como, por que e quem projetou a arquitetura brasileira no mundo inteiro neste século –, a obra quase não circulou no País e, embora uma referência muito citada era pouco lida. Até porque as edições estrangeiras estavam esgotadas e os originais, em português, foram perdidos.
A obra é fundamental para se entender as mudanças pelas quais a paisagem brasileira passou do Estado Novo até meados dos anos 50, período considerado de ouro para a arquitetura nacional.
Henrique Mindlin era arquiteto renomado, filho de imigrantes russos (e irmão do bibliófilo José Mindlin), quando resolveu contar a história de sua geração, falando sobre os principais profissionais e seus projetos. O resultado foi um balanço de como os arquitetos brasileiros havia criado uma linguagem própria, usando conceitos nacionais, mas respeitando cânones internacionais.
Ele descreve em minúcia as principais obras arquitetônicas deste século. Lá estão, registrados em fotografias preto-e-branco, plantas baixas e/ou maquetes a igreja, o cassino e o Iate Clube da Pampulha, em Belo Horizonte (de Oscar Niemeyer); o Maracanã (projeto conjunto de oito arquitetos e calculistas), o Museu de Arte de São Paulo (de Lina Bo Bardi), o Palácio Gustavo Capanema (obra coletiva de sete arquitetos, entre eles Le Corbusier, Lúcio Costa, Niemeyer e Affonso Reidy) e a Cidade Universitária do Rio (de Jorge Machado Moreira).

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