Os clássicos são eternos, mas eles hoje precisam ser adaptados aos ambientes modernos. Quem ensina é um dos mais conceituados arquitetos paranaenses, Rodolfo Doubek, há mais de 30 anos na profissão. Ele afirma que os móveis antigos e contemporâneos convivem bem e podem criar espaços harmoniosos na decoração.
Segundo Rodolfo Doubek, o clássico é sempre admirado e cultuado, mas a tendência é que os ambientes sejam cada vez mais contemporâneos. Os apartamentos estão cada vez menores, os pés-direitos não têm mais 15 metros de altura e as portas não são mais duplas e altas.
Foto: DivulgaçãoPeças diferenciadas dão um toque especial ao ambienteEle explica que, cada vez mais, prevalece o estilo contemporâneo nos ambientes construídos, embora o requinte clássico não tenha sido desbancado. Para que tudo isto se encaixe e fique perfeito, o uso de materiais nobres ajuda muito. Também na lista de indicações estão as cores adequadas e peças diferenciadas na decoração, como tapetes, lustres e móveis.
Para equilibrar os dois estilos num mesmo ambiente, não há regras rígidas ou fixas, porém é preciso uma boa dose de bom gosto e muito conhecimento sobre o assunto. ‘‘É ver e sentir’’, ensina o arquiteto. ‘‘Isso pode ter um resultado grandioso, mas também pode acabar em erros se a pessoa que for decorar não tiver preparo, bagagem.’’
Para Rodolfo Doubek, o know-how é tão importante que, somente nos últimos 15 anos, ele começou a exercitar o ‘‘mix’’ de estilos, o que já é uma antiga tendência internacional da decoração. ‘‘Foi uma questão de sedimentação da minha carreira’’, explica.
Para os iniciantes ou leigos no assunto, ele sugere precaução. ‘‘É arriscado simplesmente misturar estilos. Algumas vezes você acaba matando uma boa peça por causa da mistura’’, avisa o arquiteto. Ele diz que peças valiosas e de bom gosto podem não funcionar no conjunto, ficando ‘‘escondidas’’. É preciso se basear em proporções e harmonia de cores.
A prática, entretanto, se tornou tão frequente que hoje Doubek não consegue mais elaborar um ambiente exclusivamente contemporâneo ou clássico. ‘‘O equilíbrio é necessário’’, diz. Ele acha comum e saudável a inclusão de peças antigas na decoração moderna e conta que, cada vez mais, seus clientes pedem a utilização desses recursos, para tornar as casas e apartamentos mais aconchegantes, mais personalizados e bonitos.
‘‘Não é possível que a pessoa não tenha nenhum objeto querido para incluir na decoração. Sempre haverá um lugar para este objeto’’, diz Doubek. Ele cita o exemplo de um ambiente recente que decorou. No living de um apartamento de cobertura, Doubek uniu móveis antigos, como poltronas e mesas do século passado, ao estilo contemporâneo. Foi um sucesso!
Outra saída que o arquiteto adora usar para tornar um ambiente equilibrado e ‘‘chiquérrimo’’ são fotos antigas, de família, espalhadas entre os móveis na forma de porta-retratos ou emolduradas nas paredes. A decoração ganha um ar íntimo, próprio, quase exclusivo. ‘‘Aquelas fotos tão antigas que quando eram tiradas saía fumaça do flash’’, diz Doubek. ‘‘Elas são maravilhosas.’’

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