Resistência permite uso até em estruturas
Apesar da aparência lembrar chapas de aglomerado, a resistência do OSB permite o uso até em elementos estruturais. Em lajes, as chapas de 18 mm com espaçamento entre vigas de 40 cm têm capacidade de suportar 950 kg/m2. Em paredes e revestimento de telhados, usando-se o material com 12 mm de espessura e espaçamento entre suportes de 61 cm, a capacidade de suporte atinge 90 kg/m2.
O processo de produção é o principal responsável por essas características. Depois de descascadas, as toras são alinhadas e seguem para a viruteira, que formará as tiras. Estas tiras vão para o umedecedor, que homogeneiza a quantidade de água em cada uma, já que cada tora tem um índice diferente. As tiras, secas com umidade entre 3% e 5%, seguem para o misturador, onde são envolvidas por resinas sintéticas, parafina e cupinicida.
O formador de camadas coloca a primeira e a quarta camadas no sentido longitudinal e a segunda e a terceira no sentido transversal. A peça é transportada para a prensa contínua de 44 m, onde é prensada a quente (temperatura de 190 graus centígrados) em espessuras que podem variar de 6 a 40 mm. O resultado é um material compacto que, segundo o fabricante, praticamente não possui vazios internos.
No caso de seu emprego na construção civil, os maiores cuidados relativos ao OSB devem aparecer na fase de execução. O maior risco é de o material não estar completamente isolado da umidade, o que poderia provocar a proliferação de fungos. Deve-se envelopar a casa, ou seja, instalar papelão alcatroado em todas as paredes externas, recomenda André Morais, supervisor técnico de produto da Masisa do Brasil. Segundo ele, um cuidado no uso é não lavar pisos desprotegidos, como em salas e quartos, com água.
Em relação a cupins, o risco já é bem menor. A Masisa informa que testes realizados na América do Norte, na Europa e no IPT indicaram mortandade de 100% dos cupins. Utilizaremos as dosagens verificadas na preparação das placas que se prestaram a esses ensaios para uma produção inicial, até o momento em que as empresas chegarem às suas próprias dosagens de veneno, explica Morais. Os cupinicidas são adicionados à resina de colagem e, segundo ele, como o OSB não possui camadas de cola como o compensado, pois a substância é misturada e prensada com as tiras, os insetos xilófagos ficam mais expostos ao veneno.





