A liberdade misturada à energia própria da juventude pode criar situações que descontentam os vizinhos de estudantes. Música em alto volume, vai-e-vem de pessoas e barulho na madrugada são as principais reclamações dos condomínios que abrigam repúblicas. Cientes da impossibilidade legal de recebê-los, alguns edifícios residenciais modificaram suas convenções para evitar conflitos entre os moradores e a administração.
Andrei Stoicov, síndico do edifício Matisse Residence (Zona Sul), aplicou uma advertência escrita e duas multas a estudantes nos últimos cinco anos. ''Assim como qualquer outro condômino que desobece as regras do prédio, o estudante é orientado quando incomoda os demais. Neste prédio, eles são a minoria, ocupando, no máximo, 10% dos apartamentos'', disse.
No Centro Comercial (Centro), um quarto dos 225 apartamentos é locado para estudantes com a condição que cada dormitório sirva apenas a uma pessoa. ''Não queremos muitos moradores por imóvel. A única exceção é para famílias grandes ou estudantes aparentados. De maneira geral, os rapazes são mais inquietos, mas nunca precisei multar ninguém. Normalmente, fazemos um acordo'', afirmou Herondino Mariano, que há 20 anos é responsável pelo condomínio. (B.R.)

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