Relatório expõe os desafios da construção civil
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de outubro de 2003
Da Redação 
O relatório final de um estudo que diagnostica os principais pontos críticos para a produção na área habitacional urbana, faz prognósticos de cenários futuros e serve como instrumento de pesquisa para que o setor da construção civil enfrente os desafios dos próximos 10 anos (2003/2013), será tema de palestra marcada para a próxima quinta-feira, dia 9, no auditório do Sinduscon Norte do Paraná, em Londrina. A pesquisa, chamada ''Estudo Prospectivo da Cadeia Produtiva da Construção Civil'', foi promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e vem sendo realizada desde o ano passado por meio do Programa Brasileiro de Prospectiva Tecnológica Industrial em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP).
Apresentada pelo coordenador geral e chefe de gabinete da Secretaria de Tecnologia Industrial do MDIC, arquiteto Carlos Cristo, a pesquisa que até então só teve seus resultados revelados a empresários da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) e especialistas do setor que participaram, no início de setembro do Congresso Internacional de Inovações Tecnológicas (Fehab/SP), abrirá o ciclo de atividades científicas promovidas pelo Comitê Científico organizador do 3º Congresso Paranaense do Ambiente Construído (Copac). O evento será realizado simultaneamente à quinta edição da Feiracon - 16 a 20 de junho de 2004, no Centro de Eventos de Londrina.
''Este estudo é uma ferramenta que ainda não é muito comum, é pouco disseminado no Brasil, mas que ajudará a construir um futuro para o setor diminuindo o grau de incerteza em diversos cenários críticos já diagnosticados'', diz Carlos Cristo, o coordenador geral.
''Baseado no princípio de que a história não é tendencial, não é determinada previamente, e o futuro se constrói, obviamente estaremos economizando recursos para construí-lo mais rapidamente na direção desejada. É para isso que serve a prospectiva tecnológica'', enfatiza Cristo, citando um exemplo de sua aplicabilidade. ''Hoje sabemos que o setor formal da construção, constituído por construtoras, projetistas, arquitetos e engenheiros, intervém em apenas 50% de toda a produção habitacional. A outra metade do que se constrói no País é realizada por auto-construtores: desde as residências de alto padrão, edificadas com recursos próprios por pessoas com poder aquisitivo para isso, às unidades de baixa renda, erguidas em regime de mutirão familiar. Sem dúvida, um nicho de mercado. Mas um nicho que o setor formal ainda não consegue explorar com eficácia por diversas razões, entre elas, o acesso às linhas de financiamento, o alto valor das taxas de juros, tanto para uma como outra camada da população.''
O arquiteto comenta que tão importante quanto a pesquisa -aplicada em diversas capitais do País e com questões respondidas por especialistas e pesquisadores dos diferentes segmentos que envolvem a produção habitacional - é a sua difusão. ''Estamos procurando inocular estes resultados da pesquisa junto a setores formais e organizados, como os Sinduscons e as universidades, instigando estas sociedades para o uso desta importante ferramenta para a construção, inclusive, de uma política pública habitacional baseada em metodologia de pesquisa que proponha, projete soluções para o desenvolvimento e crescimento do setor''.
Serviço
- Palestra ''Estudo Prospectivo da Cadeia Produtiva da Construção Civil''- dia 9 de outubro, às 19 horas, no auditório Ceal/Sinduscon - Av. Maringá, 2400, Londrina. Aberta ao público, é dirigida a profissionais, técnicos e lideranças de todos os setores envolvidos na cadeia produtiva da indústria da construção civil e mercado imobiliário. Vagas limitadas. As inscrições (gratuitas) devem ser realizadas antecipadamente através do telefone (43) 3327-6777 ou pelo e-mail [email protected].


