Rejeição barateia os lotes
Problemas evidentes como terrenos com topografia irregular, ruas bastante inclinadas ou bairros sem infra-estrutura adequada desvalorizam o imóvel. ''Fatores como estes causam rejeição por parte dos compradores e geralmente provocam a venda do terreno por um preço abaixo do mercado'', assegura o engenheiro civil e perito Paulo Adeildo Lopes.
O corretor de imóveis José Carlos Delalíbera compartilha da mesma opinião e acrescenta que lotes com irregulares topográficas têm o valor reduzido, pois geralmente após a compra é necessário fazer ajustes que oneram a construção. ''Áreas que precisam ser aterradas são um bom exemplo de custos a mais na obra'', destaca o corretor.
Delalíbera comentou que o primeiro fator que os compradores analisam é em que posição geográfica o imóvel está e em qual horário o sol irá bater. ''Comumente as pessoas preferem lotes em que o sol da tarde não incida diretamente na parte frontal da residência'', lembrou ele.
Para Lopes, antes de fechar o negócio o ideal é sempre consultar um profissional, cujo serviço de avaliação deve ficar em torno de R$ 300. ''É um trabalho simples e quem sai ganhando é o comprador do terreno'', afirma o engenheiro.
Outra prática que precisa ser levada em consideração antes de efetuada a compra do lote é a consulta aos órgãos públicos como o Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). Segundo o arquiteto do Ippul, Humberto Marques de Carvalho, esse é um costume pouco comum entre as pessoas, que acabam adquirindo terrenos sem conhecer a Lei de Zoneamento do município e sem saber o que pode ou não ser construído no terreno.
''Tem gente que compra um terreno onde deseja abrir um ponto comercial sem saber que naquela área esse tipo de imóvel é proibido'', exemplifica Carvalho. Ele acrescenta que conhecer a Lei de Zoneamento é fundamental para não fazer um negócio errado. ''Para cada área existem diversos tipos de uso'', alerta. (E.Z.)





