Cu­ri­ti­ba - Em 2007 com­pa­ra­do a 2003, as em­pre­sas da cons­tru­ção com cin­co ou ­mais pes­soas ocu­pa­das nas re­giões Sul e Su­des­te do Bra­sil re­du­zi­ram a par­ti­ci­pa­ção no pes­soal ocu­pa­do e nos sa­lá­rios, mas ain­da res­pon­diam por ­mais de 60% des­tas ­duas va­riá­veis em re­la­ção ao ­País. O Sul te­ve a ­maior per­da na par­ti­ci­pa­ção tan­to no pes­soal ocu­pa­do (de 15,3% em 2003 pa­ra 13,3% em 2007), quan­to nos sa­lá­rios pa­gos (de 14,1% em 2003 pa­ra 12,2% em 2007).
  Nos sa­lá­rios pa­gos, a per­da de par­ti­ci­pa­ção do Sul foi oca­sio­na­da pe­lo Pa­ra­ná que re­du­ziu a sua fa­tia de 4,7% pa­ra 3,9%. No pes­soal ocu­pa­do, o per­cen­tual do Es­ta­do ­caiu de 4,5% pa­ra 4,3% en­tre 2003 e 2007.
  A pes­qui­sa di­vul­ga­da na úl­ti­ma sex­ta-fei­ra pe­lo IB­GE, apon­ta que as per­das do Sul e do Su­des­te po­dem ser ex­pli­ca­das pe­la am­plia­ção do par­que in­dus­trial da Zo­na Fran­ca de Ma­naus, pe­la ins­ta­la­ção de no­vas in­dús­trias no Nor­des­te, pe­la ex­pan­são do tu­ris­mo que im­pul­sio­nou ­obras no se­tor ho­te­lei­ro e pe­la con­ti­nui­da­de da ex­pan­são da fron­tei­ra agro­pe­cuá­ria em di­re­ção às re­giões Cen­tro-Oes­te e Nor­te, o que le­vou a ins­ta­la­ção de agroin­dús­trias.
  No Sul, a ­maior mé­dia sa­la­rial foi a do Rio Gran­de do Sul, que pas­sou de R$ 653,10 em 2003 pa­ra R$ 922,45 em 2007, o que sig­ni­fi­ca um ga­nho ­real de 16,9%, aci­ma da mé­dia da re­gião (3,6%).
  Em 2007, a pro­du­ti­vi­da­de no Sul foi de R$ 73,2 mil por tra­ba­lha­dor e fi­cou R$ 3 mil abai­xo da mé­dia na­cio­nal. O Pa­ra­ná foi o úni­co Es­ta­do do Sul a apre­sen­tar pro­du­ti­vi­da­de su­pe­rior à mé­dia re­gio­nal com R$ 77,5 mil.
  O vi­ce-pre­si­den­te do Sin­dus­con-PR, Nor­man­do Baú, ana­li­sa que o Pa­ra­ná não dei­xou de cres­cer em 2007, ape­nas te­ve um re­sul­ta­do um pou­co me­nor. Ele lem­bra que a cons­tru­ção ci­vil co­me­çou a ‘‘­respirar’’ a par­tir de 2005 com o au­men­to da ren­da da po­pu­la­ção, dos em­pre­gos e do cré­di­to. E acre­di­ta que es­se con­jun­to de fa­to­res é que le­vou ao re­sul­ta­do po­si­ti­vo de 2007 no ­País.
  Ele des­ta­cou ain­da que vá­rias cons­tru­to­ras lan­ça­ram ­ações na bol­sa de va­lo­res o que ge­rou ­mais re­cur­sos pa­ra o se­tor. ­Além dis­so, os in­ves­ti­men­tos pú­bli­cos em in­fraes­tru­tu­ra, cons­tru­ção de ro­do­vias e em sa­nea­men­to, tam­bém aju­da­ram a ala­van­car o se­tor.
  Baú acre­di­ta que nes­te ano, a cons­tru­ção de­ve ter um cres­ci­men­to de 8%. Ele lem­brou que a con­ces­são de cré­di­to já vol­tou ao nor­mal e o Pro­gra­ma Mi­nha Ca­sa, Mi­nha Vi­da tam­bém es­tá im­pul­sio­nan­do o se­tor.

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