Região Sul respondeu por 60% dos salários do setor
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sábado, 20 de junho de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Em 2007 comparado a 2003, as empresas da construção com cinco ou mais pessoas ocupadas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil reduziram a participação no pessoal ocupado e nos salários, mas ainda respondiam por mais de 60% destas duas variáveis em relação ao País. O Sul teve a maior perda na participação tanto no pessoal ocupado (de 15,3% em 2003 para 13,3% em 2007), quanto nos salários pagos (de 14,1% em 2003 para 12,2% em 2007).
Nos salários pagos, a perda de participação do Sul foi ocasionada pelo Paraná que reduziu a sua fatia de 4,7% para 3,9%. No pessoal ocupado, o percentual do Estado caiu de 4,5% para 4,3% entre 2003 e 2007.
A pesquisa divulgada na última sexta-feira pelo IBGE, aponta que as perdas do Sul e do Sudeste podem ser explicadas pela ampliação do parque industrial da Zona Franca de Manaus, pela instalação de novas indústrias no Nordeste, pela expansão do turismo que impulsionou obras no setor hoteleiro e pela continuidade da expansão da fronteira agropecuária em direção às regiões Centro-Oeste e Norte, o que levou a instalação de agroindústrias.
No Sul, a maior média salarial foi a do Rio Grande do Sul, que passou de R$ 653,10 em 2003 para R$ 922,45 em 2007, o que significa um ganho real de 16,9%, acima da média da região (3,6%).
Em 2007, a produtividade no Sul foi de R$ 73,2 mil por trabalhador e ficou R$ 3 mil abaixo da média nacional. O Paraná foi o único Estado do Sul a apresentar produtividade superior à média regional com R$ 77,5 mil.
O vice-presidente do Sinduscon-PR, Normando Baú, analisa que o Paraná não deixou de crescer em 2007, apenas teve um resultado um pouco menor. Ele lembra que a construção civil começou a respirar a partir de 2005 com o aumento da renda da população, dos empregos e do crédito. E acredita que esse conjunto de fatores é que levou ao resultado positivo de 2007 no País.
Ele destacou ainda que várias construtoras lançaram ações na bolsa de valores o que gerou mais recursos para o setor. Além disso, os investimentos públicos em infraestrutura, construção de rodovias e em saneamento, também ajudaram a alavancar o setor.
Baú acredita que neste ano, a construção deve ter um crescimento de 8%. Ele lembrou que a concessão de crédito já voltou ao normal e o Programa Minha Casa, Minha Vida também está impulsionando o setor.


