Região é parte de subcentro
Observando a evolução da Avenida Madre Leônia Milito, ainda fresca na memória dos londrinenses, é possível entender a formação de um subcentro. Em projeto de pesquisa desenvolvido pelas professoras Maria Luíza Fava Grassiotto e Denise de Cássia Rossetto Januzzi, do departamento de Arquitetura da UEL, na área que compreende a Avenida Higienópolis (a partir da Avenida JK) e a Avenida Madre Leônia Milito foi formado um subcentro de Londrina.
''Um subcentro pode ser considerado assim quando tem diversidade (de atividades) o suficiente para atender a população - igual ao centro da cidade, mas em menor escala -, as necessidades educacional, de comércio e serviços, por exemplo. A pessoa pode ser atendida dentro do próprio bairro'', explica Maria Luíza.
Segundo o perfil desse subcentro, levantado em 2008, 26% dos imóveis são comerciais, enquanto outros 12,7% são residenciais, e a maioria dos estabelecimentos comerciais da Madre Leônia tem as atividades voltadas ao mobiliário e à decoração. No caso desse subcentro, dois fatores podem explicar a sua formação: a chegada da população, que é o público consumidor e, com isso, a atração do comércio; e a via de grande fluxo, no caso a própria Madre Leônia, que é caminho para o Catuaí Shopping e as universidades.
Exigentes
Na opinião do empresário Raul Fulgêncio, o crescimento da economia teria dado origem a um novo tipo de cliente - mais exigente - que é o morador daquela região. ''Ele quer estacionamento, proximidade, facilidade de acesso, novos produtos'', afirma.
Há quase dois anos, a loja de móveis e decoração Tok Stok saiu de seu endereço no centro - na Rua Pio XII - para a Madre Leônia. Segundo a gerente, Aline Dizero Gonçalo, no centro a loja era prejudicada pela falta de vagas para estacionamento e de espaço para ampliações. ''Hoje, a nova loja está três vezes maior, o que facilita muito para o cliente em termos de exposição e variedade de produtos e oferece 60 vagas em estacionamento próprio'', avalia. Segundo ela, a loja não teve prejuízos em relação aos clientes do centro, já que a região é ''um pólo de atração''. (M.F.C.)





