A maquete que serviu para construir o edifício residencial Barão do Rio Branco, localizado na área central de Londrina, ajudou também a restaurá-lo, 23 anos depois de sua inauguração. Foi a partir dela, que profissionais da áreas de arquitetura e engenharia consolidaram projetos de reformas, restauração e melhorias em ambientes do condomínio. O trabalho que começou há mais de cinco anos está em fase final de acabamento.
A reforma do edifício, entretanto, não é um caso isolado na cidade, outros condomínios como o Sygnus Studio, na área central, já passaram ou vão iniciar uma ''renovação''. O objetivo, segundo os síndicos, é quase sempre o mesmo: melhorar a aparência do local e valorizar o imóvel.
No caso do Barão do Rio Branco, o trabalho começou quando os pilares térreos do edifício apresentaram problemas de fissuras e infiltração. ''Não estava comprometendo a estrutura do local, mas não podíamos deixar que aquilo piorasse'', conta a atual síndica do condomínio, Vera Maria Paes Goulart.
Para resolver o problema, o condomínio contratou um especialista em restauração. ''O patologista da construção, Paulo Heleno, de São Paulo, veio especialmente para orientar a reforma e indicar o que deveria ser feito para solucionar o problema do edifício, sem que o mesmo perdesse detalhes originais'', lembra Vera.
A partir daí, o edifício passou por uma série de outros ajustes como troca de pisos, troca de encanamentos e restauração da parte superior que estava com problemas. O piso da recepção e da área externa, que era de ardósia - um tipo de pedra natural, foi substituído por granito e cimento batido, respectivamente. As pedras, segundo a síndica, já estavam velhas, desgastadas e soltas. A troca do material, como comenta ela, ficou excelente tanto pela praticidade quanto pela estética.
Os encanamentos que eram de ferro galvanizado, material que se desgasta facilmente em contato com a água quente, segundo Vera, foram trocados por canos de cobre, que são mais resistentes. A parte superior do prédio, que comporta até um heliporto, e sofria com problemas de infiltração, foi completamente refeita. ''O concreto foi trocado e também foi aplicada uma manta de impermeabilização'', disse ela.
Além de reformas estruturais, o condomínio ganhou uma sala de ginástica, no primeiro andar do edifício, e a reestruturação do salão de festas e do escritório, que ficam no mesmo andar. No prédio também foram colocadas caixas de ar-condicionado, em cada apartamento, e venezianas nas janelas dos quartos, que eram apenas envidraçadas.
Atualmente, na fase final de ''acabamento'', o prédio está recebendo a pintura da fachada. ''Procuramos seguir as mesmas cores originais, mas em tons mais modernos, para que o local permanecesse com as mesmas características'', contou Vera. Segundo ela, a reforma que até agora dispendeu em torno de R$ 700 mil, não pesou no bolso dos condôminos, pois tudo foi feito bem devagar e com a autorização deles para a cobrança de uma taxa de reforma. ''Eles estão gostando muito do resultado, e isso é bom. Além disso nosso imóvel sofreu uma valorização'', acrescenta a síndica, satisfeita com todas as reformas.

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