Reforma usou recursos simples, material barato e criatividade
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sábado, 22 de setembro de 2001
Ligia Barroso<bR> De Londrina 
Na proposta de reforma econômica para a antiga casa que serve agora ao novo escritório do arquiteto, gastos totais não ultrapassaram R$ 12 mil - ''incluindo desde o primeiro pagamento com a mão-de-obra para a derrubada de algumas paredes, passando pela troca total de toda a fiação elétrica, substituição de boa parte do encanamento, louças sanitárias, conserto do telhado, readequação do piso interno e modernização do forro, até a construção do pórtico, remoção do material de entulho, pintura de acabamento interno e externo, plantas e serviços de jardinagem'', enumera Guilherme Torres.
O arquiteto cita que, dependendo do tipo de contrato de locação estabelecido, os gastos com a reforma do imóvel alugado transformam-se em compensadores investimentos para proprietários e inquilinos. ''O importante - frisa - é saber avaliar as potencialidades da construção, seja ela para moradia da família ou para uso como espaço comercial, e procurar usar na reforma da casa, loja ou apartamento, recursos simples que, quando executados com capricho, material de qualidade mas com custos relativamente baixos, transformam em novos, versáteis, usáveis e criativos, os sem graça, desvalorizados e antigos espaços''.
A pedra filetada usada para revestir a atual fachada cega da casa, pode ser um dos exemplos desta ''criativa economia''. ''O material foi o que sobrou do refugo do corte das peças do piso usado na reforma que, por sua vez, foi todo montado com placas de pedra mineira de descarte. Ou seja, boas placas mas com tamanho e formas fora de modulação, e portanto com o metro quadrado ainda mais barato do que o custo normal deste tipo de revestimento, que não tem alto preço de comercialização'', conta.
Outro recurso simples que fez ''crescer'' a fachada: a construção de mais uma floreira, sobre um piso de cimento batido e rente à entrada principal da casa. ''A floreira mais baixa já existia. O que fiz foi levantar um novo espaço para o jardim. E alguns cuidados foram tomados, como por exemplo, o revestimento interno do espaço da floreira com massa mais forte e a colocação de uma boa camada de brita, para facilitar o sistema de drenagem.''
Mas é no pórtico (obra nova na antiga fachada), onde está o principal diferencial da reforma e, claro, o elemento de maior investimento realizado pelo arquiteto: a porta metálica, medindo 2,60 m (A) por 1,80 m (L), blindada sobre esquadria invisível que permite abertura em movimento giratório, e totalmente revestida em espelho. ''Um recurso, apenas com ares de fragilidade, para dar o efeito contemporâneo projetado. E tudo sem afetar um centímetro da antiga estrutura física da casa construída sem nenhum privilégio arquitetônico''.


