Equipe de profissionais e trabalhadores usou técnicas e materiais inovadores na preparação da casa para a 6ª Mostra de Decoração & Interiores de Londrina
Para viabilizar a execução dos projetos arquitetônicos e decorativos idealizados pelos 38 profissionais que participam da 6ª Mostra de Decoração & Interiores de Londrina – aberta para visitação até 12 de agosto –, a casa em exposição à margem do Lago Igapó ganhou, antes, novos sistemas e mão-de-obra da engenharia e construção civil. É a tecnologia da reconstrução: a reforma.
Como o objetivo da mostra é justamente o de expor as novas tendências, variedades em material, acessórios e elementos de decoração disponíveis no mercado local e regional que ofereçam alternativas para o maior conforto, beleza e funcionalidade das moradias, torna-se importante destacar alguns dos recursos técnicos utilizados por engenheiros, arquitetos de edificação e profissionais da construção, que asseguraram a apresentação do resultado final da obra e que servem de exemplo, e idéias, tanto para quem está construindo, como para quem reforma.
Nas equipes de bastidores, a turma da alvenaria, hidráulica, elétrica, marcenaria e pintura. Um canteiro formado por quase 50 trabalhadores, com coordenação técnica da arquiteta Cynthia Queiroz e participação do engenheiro civil Enrico Luigi Preto e da arquiteta Andréia Hovgesen. ‘‘Nosso trabalho foi o de encontrar, ou conciliar, soluções técnicas para os projetos idealizados pelos arquitetos e decoradores de interiores, e paisagistas’’, diz o engenheiro. ‘‘Ou seja, a proposta da MD&I, como um todo, é a de mostrar antes de tudo, a necessidade de sincronia de áreas e atividades profissionais; a mesma exigida em qualquer projeto individual (no caso de construções ou reformas residenciais) ou o realizado por construtoras’’.
Enrico Preto argumenta que muitas destas idéias e soluções, que estão ‘embutidas’ em novos conceitos, técnicas e na diversidade de material para a construção, já disponíveis no mercado e utilizados pelos profissionais, ajudaram a estruturar a reforma e construir a mostra. E cita alguns exemplos: ‘‘Para a aplicação de um novo piso cerâmico, o assentamento com argamassas cada vez mais apropriadas para a qualidade do serviço; o reaproveitamento de material antigo como solução criativa para a ampliação de espaços; o fechamento de paredes ou detalhamento de grandes vãos em forros, com o uso do gesso acartonado; as estruturas metálicas como reforço de telhados ou suporte para pisos suspensos; integração do gramado com elementos em cerâmica ou tocos de madeira, sobre detalhes de contrapiso em concreto leve; teto côncavo na área de serviço para absorver e armazenar maior quantidade da luz natural. Todas, alternativas viáveis e usáveis em obras atuais, e que apresentam além das facilidades de execução, também economia de custos finais para quem empreende uma construção ou reforma’’, completa o engenheiro civil.
O mutirão técnico da 6ª MD&I de Londrina também contou com o apoio de planejamento e controle de obras da Potencial Engenharia, da Quadra Construtora, e da patrocinadora oficial do evento, a Construblok. Participam da mostra, disponibilizando produtos, material bruto e de acabamento e acessórios, as seguintes empresas: Techstone Tintas, Casa Caetano e Casa Acabamentos (louças), Bordignon/Cecrisa/Chiarelli (pisos cerâmicos), Eucafloor/Piso Plus (pisos lamninados em madeira), Pial Legrand (interruptores e espelhos), Luxaflex (persianas), Docol (metais), Formaplas (cozinha e área de serviço), Blindex (portas, janelas e box).

Fotos César Augusto

ESTRUTURA METÁLICA Para ampliar a varanda superior, a arquiteta Marlene Ricci projetou uma extensão suspensa, com movimento ‘‘em balanço’’ para o piso em madeira, além do limite imposto pelo beiral do telhado. Sobre estrutura metálica, montada em apenas dois dias e com sistema mais barato que a laje, o novo ambiente está apoiado em um pilar estrutural que, revestido com tijolo aparente, também serve como parede para o nicho criado para abrigar a ducha da piscina, que tem monitoramente para a saída de água através de sensores.


LONA NO TETO A lona tensionada foi o recurso tecnológico, e criativo, empregado por Wagner Donadio de Souza, para rebaixar o teto do espaço de circulação (área íntima da casa) que ganhou ainda iluminação especial para emoldurar as telas e o piso laminado, montado em formato escamo.


SANCA PARA A LUZ Gesso acartonado dá forma, movimento e grandiosidade à idéia dos arquitetos Marilda Marchiori e José Carlos Repette para a composição arquitetônica do teto e o abrigo da luminária central da sala de jantar.


LEVEZA NO PISO Novidade da Gail, a cerâmica térmica em formato 10x20 substitui com leveza, e com possibilidade de novos traços, as tradicionais pedras usadas em decks. O revestimento interno da piscina, escolhido pelos arquitetos Marcelo Melhado e Carlos Kuhnlhein para incrementar a cor (azul escuro) e movimento da água, também tem o selo de lançamento da mesma marca.


MEDALHÕES DE MADEIRA Madeiramento de demolição, conseguido na própria reforma da casa, construíram o gazebo criado pela arquiteta Marina Rodrigues, que abusou do reaproveiramento e reciclagem de material para o tranquilo jardim de leitura: medalhões de toras, em diferentes tamanhos, no caminho de acesso, e cordas para revestir as antigas vigas que agora sustentam o novo ambiente.


NICHOS DECORATIVOS Emoldurando toda a parede do home theater, as linhas traçadas pela arquiteta Maria Augusta Amorim para o uso do dry wall, delimita espaços também para os nichos decorativos do ambiente que ganhou iluminação monitorada conforme a necessidade dos usuários.

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