Reeleição presidencial favorece mas crise agrícola preocupa
A redução dos juros e a ampliação nas linhas de crédito sustentaram as expectativas das construtoras para 2006. O volume de dinheiro captado pelo setor, principalmente no segundo semestre, é consequência da manutenção de Luis Inácio Lula da Silva na presidência da República e - mais especificamente - da continuidade na política econômica.
''Esses fatores aumentaram o poder de compra da população e estimularam até pequenos investidores a parcelar imóveis a longo prazo'', disse Leonardo Yoshii, diretor de marketing da construtora A.Yoshii, de Londrina. A incerteza em relação ao futuro do País e a crise no agronegócio são as causas mais prováveis da lentidão vivenciada pela construção civil regional no primeiro semestre. Segundo Yoshii, os empresários precisaram redobrar os esforços e usar a criatividade para superar esse período. ''O desempenho da agropecuária ainda influi muito em nossa economia. Por isso, qualquer abalo no campo repercute na zona urbana'', explicou Luiz Carlos Moro Pires, proprietário da construtora Quadra.
Na opinião de Célia Catussi, gerente regional da Plaenge, a construtora escapou da problemática agrícola porque está presente - também - em regiões mais industrializadas. ''Graças a essa diversificação, mantivemos um crescimento gradativo e estamos perto da consolidação'', afirmou a executiva, ao citar, como exemplo da boa fase, o lançamento da construtora Vanguard, voltada para compradores do primeiro imóvel.
Como os demais entrevistados, o engenheiro civil Osvaldo dos Santos Júnior, proprietário da construtora Santos Jr., prevê um ano promissor pela frente. De acordo com ele, quem guardava dinheiro animou-se a investir no último trimestre. ''O resultado é que desapareceram do mercado os imóveis de até R$ 150 mil. Acredito que esse produto ainda será o mais procurado em 2007, gerando aumento no número de construções e, consequentemente, de empregos e consumo'', prevê. (B.R.)





