A redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para 41 produtos de construção, definida pelo governo em fevereiro deste ano, ainda não refletiu diretamente no varejo. Para alguns comerciantes, a medida deu um fôlego a mais e ''animou'' os consumidores, mas para outros não surtiu resultado algum.
Segundo o diretor regional da Bordignon/Telha Norte, André Tavares, a redução do imposto movimentou positivamente o mercado. O preço final de alguns produtos, informou ele, reduziu em torno de 3%. Um dos produtos em questão é a barra de ferro que antes custava R$ 14,85 e agora está R$ 12,95. ''Já repassamos essa redução para cerca de 80% dos produtos da lista. Apenas os materiais que estavam em estoque não sofreram redução'', disse Tavares.
Para o gerente da Todimo, Renato Lopes, a medida do governo não teve grande influência e não chegou a aumentar as vendas substancialmente. Por sinal, de acordo com ele, muitas indústrias ainda nem repassaram a redução dos produtos. ''A ação do governo é importante, mas junto com ela deveria ter tido outras medidas de apoio, o que não aconteceu'', pontuou Lopes.
A variação de preço do material de construção é um dos formadores do Custo Unitário Básico. Em abril, dos 70 insumos da construção, cujos preços são pesquisados mensalmente pelo SindusCon-SP, 60 apresentaram variação superior à do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), de -0,42% no mesmo período. (E.Z.)

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