Sobre o que farão em 2016 para retomar o crescimento do setor imobiliário, a maioria dos empresários respondeu na pesquisa da KPMG que deverá focar na redução de custos (35%), nas renegociações financeiras (29%) e na eficiência operacional (26%). Foram poucos os que responderam que vão apostar na diversificação e na expansão da atividade (6% e 3%, respectivamente). "Os executivos acabam tendo poucas opções a não ser tentar se readequar ao tamanho do mercado e à capacidade de geração de caixa", diz Ederson Carvalho, sócio da KPMG.
Dentro das imobiliárias, os empresários estão buscando reduzir custos para sobreviver a este período complicado. "Desde o final de 2013 entramos em uma descendente, e desde lá vimos procurando adequar as despesas, reduzir custos onde é possível. O problema é a perspectiva de retomada, que não se faz em um período tão curto. Não temos nenhum indicador de que essa situação se reverta a curto prazo", comenta Marco Antônio Bacarin, do Sincil.
"Estamos tendo que rever a questão de custos e fazer adequações. A situação era esperada, mas não para tão cedo", lamenta Claudemar Silva, do Creci-PR. A sua visão do futuro próximo, no entanto, é mais otimista. "O mercado imobiliário, como todos os mercados, tem seus altos e baixos. Vivemos um momento muito ruim, mas vejo uma retomada do mercado. Vejo que a situação é momentânea. Ainda existe um déficit habitacional, e o mercado ainda tem muito o que crescer. É se readequar ao momento e aguardar a situação melhorar, o que não vai demorar para acontecer." O delegado espera que, em 2017, o mercado imobiliário deverá se reaquecer.(M.F.C.)

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