A curiosidade e a consequente experimentação do novo são necessárias ao desenvolvimento de crianças e filhotes em qualquer parte do mundo. Mas, impedir determinadas ações, às vezes, é questão de segurança como, por exemplo, bloquear o acesso a escadas, evitar o contato com materiais de limpeza, higiene e medicamentos, cobrir tomadas e guardar objetos perfurocortantes (facas, tesouras, canivetes, entre outros) em locais seguros.
A proteção também é o objetivo das redes instaladas em sacadas e janelas de sobrados e apartamentos. Neste caso, a matéria-prima ideal é o polietileno de alta densidade (mais resistente à ação do clima e à projeção de força) e malha cinco (impossibilita a passagem da cabeça dos bebês e o lançamento de objetos pesados). ''Esse tipo de rede é semelhante à usada pelos pescadores com a vantagem de receber um tratamento especial para evitar cortes e aumentar a elasticidade'', disse o engenheiro civil Eraldo Marquesi, proprietário de uma loja do ramo que funciona há sete anos, em Londrina.
Para garantir a eficiência da rede é preciso, além de qualidade do material, mão-de-obra especializada na instalação do produto. Segundo Marquesi, a distância entre um furo e outro não poderá superar 30 centímetros, a broca da furadeira, a bucha e a espessura dos ganchos deverão ser adequados ao serviço e a parede, sólida o suficiente, para suportar a pressão. ''Vendo somente o metro instalado porque a responsabilidade do comerciante é muito grande. Meus funcionários estão acostumados à função e mesmo assim não abro mão de supervisionar o trabalho deles'', afirma o engenheiro.
Desde que Maria Eugênia, 6 anos, deixou o berço, a fisioterapeuta Kátia Alvarez Kreling e o marido adotaram rede em todas as aberturas, até mesmo quando moravam no primeiro andar. Na opinião da mãe, a rede oferece mais segurança e liberdade para a criança e tranquilidade aos pais. ''Quando a levo em algum lugar onde não exista essa proteção fico apreensiva. Conheço outros pais que têm a mesma preocupação quando deixam o filho em outras casas. No dia-a-dia, lido com muitas crianças vítimas de acidentes que procuram no hospital a reabilitação física. Não quero correr o risco de uma fatalidade'', explica Kátia, que a cada três meses, aproximadamente, testa a segurança das redes.
O gerente financeiro Celso Pozatto foi mais além: colocou grades de alumínio na sala e na cozinha devido ao tamanho das janelas. No restante do apartamento, que fica a 25 metros do térreo, os pais de Guilherme, 6 anos, optaram pela rede. ''Ele é um garoto tranquilo e obediente. Não tem o hábito de pendurar-se nas janelas e sacada. Acho que poderemos retirar as proteções quando o Guilherme chegar aos 10 anos'', disse o pai. ''Entre a rede e a grade os bombeiros sugerem a primeira porque em caso de incêndio o polietileno é mais fácil de cortar do que o alumínio'', defende Marquesi.

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