O melhor resultado já obtido em 24 anos. É assim que o Produto Interno Bruto (PIB) da Construção Civil foi anunciado pela Câmera Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em documento com análise e perspectivas do seu banco de dados referente ao ano passado. Neste ano, o PIB setorial alcançou índice superior a 11%, enquanto na região o percentual deve atingir os 12%, segundo estimativas do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon Norte-PR).
  O desempenho do ano passado ainda não foi calculado; em 2009, o resultado ficou em 7%, ainda prejudicado pela crise econômica que tomou conta do País no final de 2008 e primeiro semestre de 2009. ‘‘Esse aumento de 12% deve ser olhado por um período mais longo. Parte da recuperação foi perdida no final de 2008 e primeiro semestre de 2009, enquanto a outra parte pelo crescimento normal programado’’, explica.
  Segundo ele, o setor tem registrado aumento ‘‘um pouco acima do esperado’’ na procura por imóveis, enquanto lançamentos e projetos estão dentro do ritmo planejado.
O ano passado, segundo Guariente, deve fechar
com 7 mil carteiras de
trabalho assinadas no
setor na região.
‘‘Começamos o ano com 6.200, 6.300 carteiras assinadas, e houve um acréscimo de 15% na contratação de mão de obra.’’
Nacional
  De acordo com dados da CBIC, a geração de vagas formais ultrapassou as 340 mil em todo o País só nos dez primeiros meses do ano e o número de trabalhadores com carteira assinada atingiu o recorde do setor, no patamar de mais de 2,604 milhões.
  A câmara credita a expansão do setor ao forte ritmo de investimentos na área habitacional e na infraestrutura. De janeiro a outubro de 2010, o BNDES desembolsou R$ 41,47 bilhões para infraestrutura, o que corresponde a 29% do total desmbolsado pelo banco nesse período, um aumento
de 15%.
  A entidade acredita, ainda, que esses bons resultados devem ter continuidade devido a vários fatores: a necessidade de continuidade de crescimento do crédito imobiliário e do mercado habitacional, para atender ao deficit e à demanda crescente por moradias, o Programa Minha Casa, Minha Vida 2, o Programa de Aceleração do Crescimento 2, a realização da Copa do Mundo em 2014, a realização das Olimpíadas em 2016 e os investimentos previstos para o pré-sal, que vão movimentara cadeia produtiva do setor.
  ‘‘Parte da notícia boa (dos dados da CBIC de 2010) são perspectivas da segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida. Estamos discutindo junto ao Ministério das Cidades e à Caixa Econômica Federal melhorias no programa, e tudo indica uma surpresa muito boa, que o programa vem mais robusto’’, comenta o presidente do Sinduscon Norte PR.

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