Recorde de produção no ano passado
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domingo, 02 de fevereiro de 1997
Ligia Barroso Especial para Imobiliária 
Fotos: Divulgação
EconomiaA reação do mercado construtor na região norte, impulsionou o crescimento da empresa, que investiu na qualificação da mão de obra no setor de montagem das peças pré-moldadas
Um recorde na produção de peças/estruturas pré-fabricadas: 430 metros cúbicos de concreto por mês, durante ano passado. A produção anual da Weisberg - Construções Pré-Fabricadas, de Rolândia, norte do Paraná, representou um crescimento de 20% com relação ao ano de 95 e foi resultado de investimentos direcionados à modernização da empresa.
Parece que o negócio deu certo. Só neste primeiro mês de 97, a Weisberg já comercializou o equivalente a 30% da produção total do ano passado. A expectativa agora é atingir um volume de 600 m3 mês de concreto.
Com um faturamento de R$ 5 milhões de reais, a empresa líder do setor, no mercado norte paranaense, investiu cerca de quatrocentos mil reais em equipamentos, ampliação do parque industrial (mais 2.425 metros quadrados foram edificados), programas de gerenciamento e treinamento voltados para a qualificação de mão de obra especializada, instalação de laboratório próprio para controle tecnológico e iniciou a implantação de uma usina computadorizada.
Somados aos investimentos, que possibilitaram uma maior capacidade de produção e maior rapidez no atendimento, estão a reação do mercado construtor da região e a diversificação ofertada pela estrutura pré-fabricada em concreto. A diretora da empresa, Selma Weiss Klauberg, assinala também o crescimento deste setor nos últimos anos: Hoje está mais claro para o consumidor que o pré-fabricado pode ser usado em qualquer tipo de construção e para qualquer projeto arquitetônico. E ainda tem vantagens exclusivas, principalmente para quem pensa em ampliar as instalações ou mesmo mudá-las de local. Além disso é uma construção limpa, pois não suja o canteiro de obras, possibilitando assim também reduzir em índices mínimos o desperdício.
O baixo custo e a garantia são outros ítens atrativos. Segundo a diretora da Weisberg, o preço do metro quadrado, que varia de R$ 15 a R$ 150 reais (as variantes para a elaboração da planilha de custos são em relação ao vão, altura, tipo de cobertura, necessidade de pintura, revestimento e o fechamento, ou não, de paredes externas), torna-se ainda mais competitivo em função do sistema construtivo, exigido neste tipo de edificações.
Selma Klauberg explica que, no sistema de pré-fabricados, a indústria passa a ser a única fornecedora da obra, da fundação à cobertura do prédio. Isto permite um maior controle dos responsáveis pela execução do empreendimento e, em consequência, sua natural garantia.
Usina e laboratório Como um dos principais pontos para a obtenção de peças pré-fabricadas de alta qualidade é a perfeita dosagem e adensamento do concreto, a Weisberg aplicou mais da metade dos investimentos realizados no ano passado, na compra de equipamentos para a implantação de uma usina computadorizada.
A usina, em operação desde o final do ano passado, permite que sejam armazenados, em seu computador, até 99 tipos de traços (receitas) de concreto. Ou seja, a quantidade de cada elemento de matéria-prima a ser utilizado, calculado em função do objetivo para o qual o concreto será usado. O computador comanda três balanças eletrônicas que asseguram, com precisão, a dosagem de cada uma das matérias (pedra, pedrisco, areia, cimento e água). Além disso, existe uma célula de carga que mede automaticamente a umidade da areia fazendo o ajuste necessário para a quantidade de água a ser usada.
Todos esses registros são armazenados no computador e impressos, para verificação posterior do concreto obtido. O controle de qualidade do produto é realizado em laboratório, montado no parque industrial da empresa. Anteriormente, os testes (feitos através do rompimento de corpos de prova), eram realizados na Universidade Estadual de Londrina. De acordo com o diretor industrial da empresa, engenheiro Luiz Henrique Dias, com a instalação do laboratório próprio para controle tecnológico, a Weisberg agilizou e aumentou o controle total sobre cada peça produzida.


