A opinião do empresário Junker de Assis Grassiotto, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon-Norte), é semelhante à do presidente da CBIC. Para ele, o fato do governo postergar o recebimento do Imposto de Renda (IR) de 30% para 7% sobre o patrimônio de afetação e permitir a inclusão das receitas financeiras na base de cálculo do lucro presumido (modalidade simplificada para o pagamento de tributos) não alterará o mercado a curto prazo. ''Essas mudanças movimentarão a economia porque sobrará dinheiro para as construtoras enquanto as obras estiverem em andamento. Mas, o total do IR não será diminuído'', justificou.
Para Grassioto, a melhor mudança seria a redução na taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 18% ao ano), que tornou os financiamentos a longo prazo inviáveis para construtoras e investidores. ''Necessitamos urgentemente de uma política financeira que aumente a capacidade de compra da população. O custo do setor imobiliário, por exemplo, está muito alto, o que é ruim para toda a cadeia produtiva''.
Com essas medidas, o presidente do Sinduscon-Norte acredita que o governo queira diminuir a informalidade, principalmente, entre as micro e pequenas empresas e, futuramente, aumentar sua arrecadação. ''Ninguém gosta de viver e trabalhar na ilegalidade e o governo está oferecendo soluções que, na verdade, também o beneficiam'', concluiu. (B.R.)

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