Qualificação é prioridade
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de junho de 1998
Ligia Barroso Especial para Folha Imobiliária 
Setor que contribui com 21% da arrecadação de impostos municipais, a indústria da construção civil londrinense também acelera algumas ações que visam o crescimento da mão-de-obra capacitada e a promoção do aperfeiçoamento técnico e profissional. A qualificação é quesito prioritário para que o setor enfrente, com aptidão, o desafio da competitividade e contribua ordenadamente para o desenvolvimento e crescimento sustentável do município e toda a região Norte, declara o engenheiro Clóvis Souza Coelho. Eleito em maio, ele assume dia 25, a presidência da nova diretoria do Sindicato da Indústria da Construção Civil Norte do Paraná-Sinduscon, gestão 1998-2000.
Atuando em 27 municípios das regiões Norte e Norte Pioneiro do Estado, o Sinduscon Norte mantém hoje em seu quadro associativo 90 empresas do setor (incorporadoras, empreiteiras e prestadores de serviços), sendo 85,5% formado por empresas londrinenses. Reúne quase duas centenas de sindicalizados e abriga o equivalente a 6% da força de trabalho, do núcleo produtivo do município.
Acreditamos que o sindicato seja a ferramenta mestra para o impulso dos benefícios diretos às classes patronal e de trabalhadores. Através dos investimentos que vêm realizando junto às associadas, em projetos desenvolvidos em parceria com entidades de classe e instituições de ensino e pesquisa, o Sinduscon promove a capacitação do trabalhador em canteiros de obras (oferecendo palestras, cursos e treinamentos) e de profissionais em áreas administrativas e gerenciais das empresas (reciclagem, normatização de procedimentos e aperfeiçoamento técnológico). Estimula o crescimento econômico e potencializa a capacidade de produção das empresas. Como consequência, aumenta a capacidade empresarial de absorver maior número de operários efetivados. Forma-se assim o ciclo do desenvolvimento ordenado e crescimento sustentável, enfatiza Clóvis Coelho.
A construção civil exerce papel estratégico no contexto da economia, diz o Secretário de Obras do município, José Righi. O setor fomenta crescimento de recursos para a cidade em duas etapas. Na fase do empreendimento (construção) gera o ISS, e posteriormente o IPTU, uma receita permanente. Além disso, e mesmo que seja por períodos sazonais, potencializa a geração de empregos imediatos para significativa faixa da população. É um dos setores com maior capacidade de absorção imediata de mão-de-obra.
Destacando as iniciativas do Poder Público em acelerar o processo de industrialização do município, o secretário diz serem estas ações que conduzem ao crescimento do mercado imobiliário londrinense como um todo. Inicia-se com a produção da construção da obra que gera empregos, movimenta o comércio e indústrias de matéria-prima, proporciona recursos aos trabalhadores para a garantia da sobrevivência e aquisição de bens de consumo; depois de pronta e em funcionamento, a indústria dá continuidade ao ciclo perene de produção e geração de novas fontes de recursos.
Só para ilustrar: em 1996 foram aprovados 25.742 metros quadrados para a construção industrial, em 97 este número já subiu para mais de 100 mil e, apenas
em algumas grandes unidades que já estão sendo construídas, foram contratados mais de 2.500 operários do setor da construção civil. Indícios de novas negociações mostram que, um ano mais, superaremos as expectativas projetadas tanto para as construções industriais e comerciais, quanto para a residencial, argumenta Righi.
Apesar das dificuldades enfrentadas e sentidas por todos o setores produtivos, com reflexos diretos e imediatos no mercado imobiliário, a indústria da construção civil londrinense apresentou, nestes últimos três anos, números que já superaram o consagrado ano de 83, quando a cidade ficou nacionalmente conhecida pelo boom da verticalização e também pelas construções em sistema de condomínio. Em 1983 foram aprovados 889 mil metros quadrados. Em 1995 os números foram próximos a 800 mil, em 96 e 97 foram mais de 1 milhão de metros quadrados aprovados.
Londrina - 1997
Metragem total aprovada para construção = 1.021.169 m2
Construção industrial e comercial = 182.061 m2 - 17,82%
Construção residencial (edifícios) = 409.709 m2 - 40,12%
Construção residencial (isolada) = 415.715 m2 - 40,70%
Construção de escolas, igrejas,
postos de saúde, centros comunitários = 13.684 m2 - 1,36%


