Público quer bom atendimento
Que o mercado imobiliário permanece aquecido todos já sabem. A novidade agora gira em torno dos exigentes consumidores da nova classe C que têm procurado produtos inovadores, eficazes, sustentáveis e, acima de tudo, com preços acessíveis. ''Esse consumidor quer o bom, bonito e barato. Antes de ir às compras, pesquisa, procura informações pela internet. Quando chega à loja, já sabe o que quer: um bom atendimento e um leque variado de opções para escolher. Olham inclusive os valores que agregam os materiais e, por fim, esperam que os bens de consumo sejam entregues com pontualidade'', afirma Arnaldo Laghetto, diretor de marketing-pesquisa da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).
A empresária Edina Bordignon reforça que a classe C busca cada vez mais os produtos da classe A e também quer exclusividade e inovação. ''Esse público tornou-se exigente e corre atrás do melhor custo benefício. Antes olhava apenas o preço, hoje opta por qualidade, durabilidade e design.'' A escassez e o alto custo da mão de obra, na opinião da empresária, também contribui para que os clientes optem na hora da compra por um produto durável que não precise ser trocado futuramente.
Focada em agradar a esses exigentes consumidores, Edina recentemente participou da Revestir, principal evento do setor da construção civil para a América Latina, em busca de inovações. ''Independentemente do aumento do consumo, temos que estar antenados com os lançamentos para poder oferecer um mix maior de produtos aos consumidores'', conta.
Para suprir a essa demanda por produtos exclusivos e práticos as fábricas devem estar atentas às demandas de consumo e, na opinião de Laghetto, caminhar sempre à frente do mercado. ''O Brasil é um país autossuficiente na produção de materiais para a construção civil. As indústrias têm apresentado produtos extraordinários, fazendo a diferença e agradando a essa classe emergente. Sabem que não adianta repassar ao mercado um produto barato sem qualidade, o código do consumidor funciona e o público sabe disso'', finaliza.(K.A.)





