Proteção e serviços assistenciais
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sexta-feira, 27 de abril de 2018
Amanda de Santa<br>Especial para a FOLHA 

Quem já teve a casa invadida e objetos furtados sabe a importância de contar com um bom seguro residencial. Mas, ao contrário do que muita gente imagina, esse tipo de produto oferece uma série de outros benefícios além da cobertura contra roubo. E apesar de assegurar o patrimônio mais valioso para a maioria das famílias, possui um ótimo custo-benefício. É bem mais barato, por exemplo, que um seguro de automóvel.
A casa da coach e consultora em gestão de pessoas Josiane Carniatto Cerra já foi vítima de bandidos duas vezes. Há pelo menos 15 anos, a família investe no seguro residencial e não se arrepende. Ela conta que, com exceção de alguns pertences pessoais que foram levados no primeiro assalto, como joias de valor afetivo e roupas, a quantia ressarcida foi suficiente para cobrir os prejuízos. "E não foi difícil receber o dinheiro", garante.
Bastou apresentar as notas fiscais ou embalagens dos produtos para conseguir o pagamento da seguradora. "Hoje, não consigo nem me ver sem seguro da casa, é uma garantia", afirma. Mas Josiane já utilizou o produto em outras ocasiões, como quando ocorreu uma pane elétrica no portão eletrônico da garagem. Ela afirma que o valor do seguro é baixo comparado ao tamanho do prejuízo que se pode ter quando a casa sofre algum dano ou é assaltada.
A superintendente executiva de Massificados do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, Patricia Siequeroli, confirma o bom custo-benefício do produto e diz que muita gente não procura o seguro residencial por achar que o preço será proporcional ao valor do imóvel. Hoje, menos de 10% das casas são seguradas no Brasil, segundo Patrícia. O principal motivo é que as pessoas acreditam ser um produto caro.
"Elas comparam com o seguro de automóvel e acham que [o seguro residencial] pode custar 10% do valor do imóvel", conta. Porém, a especialista explica que os preços não são correlacionados ao valor do bem. A cotação leva em conta os tipos de coberturas contratadas e o valor estipulado para cada uma delas pelo proprietário da casa, ou seja, a quantia que o contratante deseja reembolsar no caso de sinistro.
Patrícia explica que alguns tipos de coberturas possuem um impacto maior no preço final do produto, como para alagamento ou desmoronamento, por exemplo. O valor do seguro também é calculado com base em fatores regionais. Em algumas partes do Brasil, danos elétricos são mais comuns e a previsão de sinistros mais frequentes influencia no preço. É o caso do Sul, onde ocorrem muitos vendavais e destelhamentos.
SEGURO EM APARTAMENTO, SIM
Quem mora em apartamento, como é o caso de muitos londrinenses, também deve considerar ter um seguro residencial. Patricia Siequeroli explica que o seguro condominial não oferece cobertura de eventuais prejuízos sofridos pelos condôminos. As apólices costumam ressarcir apenas os danos causados em áreas comuns.
Se romper uma tubulação dentro do apartamento, ocorrer um vazamento que estrague os móveis e o piso, um incêndio, ou danos elétricos decorrentes de queda de energia, o seguro do condomínio não paga os prejuízos. A vantagem é que o seguro de apartamento é mais barato que o da casa, que está mais vulnerável a certos tipos de acidentes.
"Um vendaval dificilmente afeta o apartamento, o que pode acontecer é estourar um vidro da sacada", justifica. É bom lembrar ainda que os condôminos que possuem seguro residencial podem se beneficiar com os serviços assistenciais oferecidos pelas empresas. Os mais comuns são chaveiro, eletricista, vidraceiro e encanador.
Mas Patricia Siequeroli aponta que também dá para contratar pacotes que incluem o conserto de eletrodomésticos de linha branca, instalação de olho mágico, beirante de porta, prateleira, varal, pia, limpezas de caixa dágua e de ralos. "Duas vezes que o contratante usa o serviço dentro de um ano já paga o valor do seguro", calcula. A franquia gira em torno de 10% do valor da cobertura assistencial básica.
Tania Luporini mora em apartamento e há pelo menos cinco anos possui seguro residencial. Desde então, utilizou o serviço apenas uma vez para consertar um vazamento no banheiro. Ela conta que acionou o seguro, agendou a visita e o reparo foi rápido. "O seguro cobre a mão de obra, como eu tive que comprar uma peça, esta foi paga a parte", conta. Mesmo assim, ela diz que compensa ter o produto.
NOVOS SERVIÇOS
Para atrair a atenção dos clientes, as seguradoras têm ampliado cada vez mais o leque de serviços oferecidos dentro da apólice do seguro residencial. A superintendente executiva de Massificados do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, Patricia Siequeroli, diz que é possível contratar, por exemplo, uma cobertura para o veículo em garagem.
"Se acontecer algo que danificou o carro, cobrimos o reparo", explica. Outra novidade é a cobertura de franquia de automóvel. Se o contratante tiver o seguro do carro contratado pela mesma empresa e precisar utilizá-lo, o seguro residencial reembolsa o valor da franquia.


