Uma casa agradável, espaçosa e bonita, construída em perfeita integração com a natureza. Apesar de ter mais de 15 anos, continua atual, com muito vidro, madeira e espaços verdes. O arquiteto responsável pela obra, Sergio Bopp, 65 anos, que reside atualmente em Curitiba, disse que no projeto procurou traduzir a arquitetura colonial brasileira na linguagem da atualidade. ‘‘O que é atual se mantém, diferente dos modismos’’, frisou. Bopp não só fez o projeto como acompanhou todas as etapas da construção.
A criação de ambientes amplos, também citada como uma característica da arquitetura colonial, foi privilegiada pelo tamanho do terreno – 4.080 metros quadrados. E, segundo Bopp, atendia aos desejos do casal Maria do Carmo e Otaviano Sucupira Duarte. O casal tem sete filhos. O arquiteto garantiu ainda privacidade à beleza da casa. Quem passa pelas laterais do terreno ou vê a fachada não consegue imaginar a grandiosidade do projeto.
Algumas paredes internas e divisões de ambientes são feitas em vidro, colocados em esquadrias quadriculadas de madeira dando transparência, e ao mesmo tempo, integrando espaços. Os vidros são todos bisotados, de acordo com Bopp, uma solução clássica para grandes janelas. A qualidade do material é outro detalhe a ser observado. Todas as portas dos ambientes sociais são de correr e nenhuma delas está emperrada ou apresenta qualquer sinal de dano.
A madeira maciça aparece com grande destaque, não só nas portas e janelas, mas no forro, cobrindo parte do piso e as escadas, compondo corrimãos, ou ainda nos batentes das portas como verdadeiras molduras – os batentes têm 15 centímetros.
O arquiteto não utilizou azulejos no revestimento da cozinha e dos vários banheiros da casa. Isso, segundo ele, para garantir a atualidade no acabamento. Bopp optou por placas de fórmica e mármore travertino. A escolha pelas cerâmicas Brennand no revestimento dos pisos, foi de reponsabilidade dos proprietários, mas com apoio do aquiteto. ‘‘A produção artesanal das peças dão a elas um conceito diferente de cerâmica’’, salientou. Com todo o tempo de uso nenhuma placa está desgastada ou apresenta rachaduras.
Outra inovação na época, utilizada na construção da casa foi a forma geométrica na colocação dos paralelepípedos da garagem e calçadas da frente, em forma circular.
Os jardins que circundam a casa e a piscina também merecem destaque, especialmente o flamboyant e as quatro palmeiras imperiais. Bopp disse que orientou a escolha das espécies e os locais de plantio. Ele destacou ainda os jardins colocados ao lado dos muros e entre ambientes da casa. Esses espaços verdes, explicou, primaram por garantir a segurança e o silêncio intramuros.
Resta agora apostar na criatividade dos profissionais que irão participar da mostra de decoração, pois beleza a casa já tem e nem mesmo o tempo conseguiu desgastar.

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