Projeto proporciona moradias populares
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de março de 1997
Ligia Barroso Especial para Folha Imobiliária 
Marcos BorgesSocialNilton Capucho e Edgard Marin: moradia para 12 mil pessoasGerenciado pelo Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), o Projeto Casa Fácil é hoje um programa modelo para todo o País. Inédito em outros Estados, o projeto é um aprimoramento do Convênio de Moradia Popular, estabelecido na década de 40 entre o poder público e sociedade civil, no caso, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), na busca por alternativas e soluções práticas e econômicas, objetivando atender a demanda das moradias populares.
Diferenciado dos programas desenvolvidos também por 300 outros municípios paranaenses, o Projeto Casa Fácil, em Londrina, é exemplo porque viabilizou a construção de um tripé gerador dos trabalhos de engenharia pública. A integração para a realização deste modelo de sistema construtivo social, é resultado de convênio, assinado com a Prefeitura, em julho de 1990, e a parceria com professores e estudantes dos cursos de engenharia (UEL) e arquitetura (UEL e Cesulon).
O resultado desta integração pode ser dimensionado na equivalência metros quadrados e número de habitações. Foram quase 200 mil metros quadrados de construção nestes últimos quatros anos. Ou seja, 3.200 famílias, cerca de 12 mil pessoas, foram atendidas pelo Casa Fácil. Isto, segundo o atual presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina, Edgard Marin, significa que, uma média de 500 casas/ano foram construídas. Na média, 40 casas/mês e quase duas casas/dia. Nenhum programa habitacional governamental, gerou na cidade, neste período de tempo, este número em habitação popular. É como se fosse construído um grande conjunto habitacional. Ele enumera mais: Este volume gerou também outros benefícios ao município, além de atender a necessidade básica do trabalhador de baixa renda, que é a casa própria. Somados estão a movimentação do comércio em materiais de construção civil, arrecadação de ICMS, ISS e IPTU (principais fontes de arrecadação da Prefeitura), a valorização de áreas urbanas (decorrentes da construção legalizada), aumento de consumo e consequente aumento de faturamento para a Copel e Sanepar.
O projeto Sem carregar o ônus de um financiamento futuro, o Casa Fácil é um programa que oferece gratuitamente, ao proprietário de um terreno, cuja renda mensal não ultrapasse o equivalente a três salários mínimos, projeto arquitetônico de até 70 m2, orientação e acompanhamento técnico e isenção de todas as taxas e contribuições inerentes a uma construção, relativas ao município, orgão estaduais e federais, e aos profissionais habilitados deste segmento. Veja matéria nesta página.


