Projeto irá classificar tintas decorativas
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de janeiro de 2001
Da Redação 
A preocupação com a qualidade das tintas imobiliárias atualmente disponíveis no mercado brasileiro chegou ao Pain Quality Institute (PQI), instituto formado nos Estados Unidos e que se estabeleceu no Brasil no início do ano passado com o objetivo de instruir profissionais da área de construção a respeito da eficácia de tintas de alta qualidade.
Pesquisas realizadas pelo instituto indicam que o consumidor brasileiro mostra-se confuso com o que está sendo oferecido, revelando indecisão frente aos produtos que prometem o mesmo que as marcas tradicionais, só que a preços incrivelmente menores. As chamadas tintas econômicas lançadas pelas grandes indústrias, dispensam embalagens sofisticadas, não exigem grande variedade de cores e não recebem grandes investimentos em publicidade e, por isso, podem ser comercializadas a preços menores. Nem por isso, no entanto, são necessariamente de qualidade inferior.
De acordo com um estudo do PQI, publicado na edição de dezembro do informativo Suvinil Express (da Basf), muitos consumidores brasileiros arriscam no mais barato, mas arrependem-se depois. Dentre esses, a maioria afirma não ter a intenção de repetir a experiência.
Jeferson Nunes, gerente regional do PQI, explica que o que motiva esse consumidor é a satisfação momentânea gerada pela crença de estar fazendo um bom negócio sensação que se desfaz tão logo ele percebe que terá que repintar o imóvel muito antes do que imaginava. Em contrapartirda, a tinta de qualidade é um investimento que se paga com o tempo. Ela proporciona durabilidade, rendimento maior e cobertura melhor, argumenta Nunes. E como o custo da mão-de-obra costuma representar até três vezes o preço da tinta, a economia obtida pelo consumidor serão tão maior quanto mais tempo durar a pintura, completa.
Para a Abrafati-Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas existe uma certa confusão de categorias dos produtos no mercado de tintas imobiliárias. Dilson Ferreira, presidente executivo da entidade, diz que uma das soluções para o problema pode estar na recente decisão da Abrafati de criar normas que fixem parâmetros minimamente aceitáveis para a produção de tintas no País. A entidade já está trabalhando com a ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas nesse sentido. O objetivo final é normatizar o mercado e, posteriormente adotar um programa de combate à não-conformidade.
Em sua primeira etapa (já em andamento) o projeto envolve a criação de 39 diferentes métodos de testes para classificar as tintas produzidas no Brasil. Eles visarão resistência, lavabilidade e capacidade de cobertura. Assim que estiverem concluídos, serão aplicados, inicialmente, às tintas econômicas estendendo-se depois a todas as outras. A classificação de conformidade será feita de acordo com a tinta, não com o fabricante.


