Os projetos arquitetônico e estrutural da casa na árvore são assinados por Everaldo Pletz. Ricardo Brunelli diz que buscaram informações em livros e sites americanos, pois o país já domina a construção dessas casas existindo até mesmo condomínios com esse tipo de residência.
A figueira, presume-se que tenha cerca de 150 anos de vida e 30 metros de altura. Os galhos da árvore começam após 13 metros de tronco, cuja base tem nove metros de circunferência. A estrutura da casa e as áreas de maior exposição ao sol foram construídos em angico-preto. A madeira foi escolhida, de acordo com Brunelli, pela sua dureza e resistência a insetos como os cupins. Nas demais paredes foram usadas cambará-rosa e cedrilho. A conservação da madeira é feita com óleo de linhaça e inseticida.
As tábuas das paredes foram pregadas sobrepostas umas às outras, seguindo o estilo holandês que permite um melhor padrão estético. O assoalho é feito em tábuas de jatobá. A construção é fixada no tronco através de mãos-francesas apoiadas em cantoneiras de ferro. Essas cantoneiras foram feitas uma a uma, de acordo com o local onde seria fixada, pois, segundo Brunelli, a angulação dependia da forma do tronco. Para maior segurança a casa foi ainda amarrada com cabos de aço, evitando possíveis riscos com tempestades.
No banheiro, para evitar peso, os azulejos foram assentados em placas de isopor. As placas foram chapiscadas com cimento antes de receber a camada de massa adesiva. O telhado é composto de compensado naval, manta impermeabilizante e telhas asfálticas tipo shingles. As frestas entre a madeira e o tronco foram vedadas com resina carbolástica. Em outros pontos das paredes foram utilizadas massa F12 ou serragem misturada com cola. A casa tem capacidade para suportar até 150 quilos por metro quadrado. Brunelli gastou cerca de R$ 50 mil no projeto.

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